Entrevista

Claúdia Semedo em discurso direto

07 | 09 | 2015   15.37H

É tão multifacetada que já passou pelo teatro, pelo cinema, pela televisão e pela rádio. Pelo meio, dá a cara por algumas causas que considera importantes. Atualmente é embaixadora do Ano Europeu Para o Desenvolvimento 2015, iniciativa da União Europeia com o Instituto Camões e participa em iniciativas contra a violência doméstica e no namoro. O Destak foi descobrir os novos projetos da atriz.

Filipa Estrela | festrela@destak.pt

O que vem em primeiro lugar: atriz ou apresentadora? Em primeiro lugar estão os bons projetos, independentemente da área. Formei-me primeiramente como atriz, porque sempre soube que queria representar, mas na apresentação encontrei uma forma muito especial de dar continuidade à visão que tenho do propósito da representação. A intervenção e promoção de pensamento crítico.

Dá para escolher entre teatro, televisão ou cinema? Teatro para aprender, para crescer. Televisão para ganhar ritmo, elasticidade e exercitar a memória. E cinema para desfrutar.
Qual a telenovela em que participou, que foi mais desafiante para si? O Jogo. Foi a primeira, era muito nova, tinha uma personagem muito forte, um diretor de atores brilhante e muito exigente - o João Perry - e uma equipa de grande talento e qualidade humana.

Qual foi o filme que mais prazer lhe deu fazer? O Último Voo do Flamingo. Além do prazer que é receber um guião no qual alguém investiu dez anos, baseado num livro de um autor que admiro, tive o tempo que necessitava para me concentrar na construção da minha personagem. Estive três meses em Moçambique e consegui beber dos costumes das gentes da terra para dar vida à minha Temporina. Aprendi a falar e a cantar em Changana, uma língua moçambicana, e assisti a alguns rituais. Foi um processo mágico.

Como prepara as suas personagens na ficção? Com leituras muito criteriosas dos guiões, com conversas com a direção artística sobre o caminho a seguir, com muita observação da realidade, com muita leitura, a ouvir muita música e com as técnicas que fui aprendendo ao longo do tempo.

O que guarda da sua passagem pela rádio?
Guardo o orgulho da minha primeira experiência conscientemente profissional. Guardo a paixão pela qualidade de comunicação que se consegue naquela caixinha. Guardo a boa disposição das manhãs, o prazer da solidão de um estúdio e a sensação de cumplicidade com os ouvintes. Guardo o Mariño e o Markl.

Em que projeto(s) está a trabalhar agora? Estou a meio do meu trabalho enquanto embaixadora do Ano Europeu para o Desenvolvimento, e da minha participação no Pequeno Gigantes na TVI. Sou uma das Capitães de um dos grupos de concorrentes. Tenho uma equipa de palmo e meio carregada de talento. Acho que é um programa divertido que vai colar as famílias ao ecrã. Até ao final do ano, vou estar entre ensaios e a estreia da peça que marca o aniversário dos 50 anos da companhia Experimental de Cascais, Macbeth de William Shakespeare.

É fácil conciliar a família, com uma filha pequena, e o trabalho? O meu trabalho vai além das horas de ensaios e gravação, que já são muitas, e exige muita entrega e intensidade. Nem sempre é fácil mas, com amor e organização, tudo é possível.

Como ocupa os seus tempos livres? No pouco tempo que me resta gosto de cozinhar, ler, pintar, ir ao cinema, ir ao teatro, namorar, viajar, fazer exercício físico e jogar ténis. Mas não necessariamente por esta ordem :)

Gosta de se manter em contacto com os fãs através das redes sociais, ou prefere manter alguma distância e privacidade? Só uso Instagram. Mas gosto de sentir o carinho e partilhar-me com as pessoas que acompanham o meu percurso. Não partilho nada que seja íntimo e privado, porque não gosto de banalizar com distrações fotográficas momentos importantes, mas gosto de partilhar momentos de felicidade, paisagens bonitas, looks especiais, novos desafios, pensamentos importantes e outras trivialidades.

Qual a importância das campanhas em que participa, como por exemplo a campanha contra a violência doméstica e a violência no namoro? Para mim, é muito importante dar a cara por campanhas que promovam a mudança do que está e faz-nos mal. Neste caso concreto específico é um passo no sentido da compreensão do problema per si e um incentivo à denúncia que pode fazer a diferença entre a vida e a morte.

Qual o seu papel como embaixadora do Ano Europeu Para o Desenvolvimento 2015? O meu papel passa pela divulgação das temáticas do desenvolvimento e pela promoção do pensamento crítico acerca do nosso posicionamento perante o mundo e a justiça social.

Se pudesse passar uma mensagem às pessoas para tentar melhorar o mundo, qual seria? Amem-se e amemos outros como se de uma imagem ao espelho se tratasse. A única coisa que nos separa são as circunstâncias. Lutemos para que todos tenham o mesmo direito à vida.

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Foto: Rui Valido
Claúdia Semedo em discurso direto | © Rui Valido
«É importante dar a cara por campanhas que promovam a mudança do que está e faz-nos mal»

1 comentário

  • ENTRETANTO NO PORTUGAL REAL--------------------------------------- COMENTÁRIO 25-09-2015 A MAIOR DERROTA DE UM POLÍTICO COM UM SLOGAN ONDE ESTAVA A PALAVRA FRENTE E PORTUGAL FOI EM 1986 :------------------------------------------------- -------------------------------------------------- ------------- "Pra' frente Portugal, com Freitas do Amaral. As pessoas votaram Mário Soares, e derrotaram Freitas do Amaral há 29 anos. Hoje a coligação da Fome à Frente em Portugal paga sondagens falsas e tem outras artimanhas sórdidas de política mentirosa para enganar o eleitorado. Este Governo de falsidades cometeu violência doméstica durante 4 longos anos e os violentadores apresentam-se agora arrependidos ao Povo!!!!!!!!!!!!!. Dia 4 de outubro será a maior derrota da extrema direita ultra liberal fascista Coelho/Portas! . Coelho vai para a Rua e Portas para Évora em prisão preventiva acusado dos 3 milhões de euros dos submarinos.!
    RIC | 25.09.2015 | 09.43Hdenunciar comentário
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