Novo disco

Conversámos com Mariza sobre o seu "Mundo"

06 | 10 | 2015   11.16H

A fadista já contabiliza 15 anos de discos, e regressa no próximo dia 9, com o sexto álbum, cheio de 14 temas. Para os ouvir ao vivo, apareça no dia seguinte, às 18h00, nos Armazéns do Chiado. Em novembro e dezembro, o Coliseu do Porto e a Meo Arena também já estão reservados.

Filipa Estrela | festrela@destak.pt

Este Mundo que agora edita é uma parte do seu mundo? É um convite para visitar o meu mundo, passados cinco anos de não ter feito nenhum tipo de gravação. Cinco anos onde houve muitas mudanças na minha vida pessoal e profissional, e isso acaba por se refletir na forma como canto e neste disco que acabo de fazer.

É um disco que ao mesmo tempo junta muitos músicos, mas também se revela intimo.
Este disco é como um vestido de alta costura, porque os meus amigos músicos, compositores e letristas se juntaram e fizeram músicas a pensar em mim, naquilo que sinto e na minha voz. É um disco que é feito à medida dos meus sonhos, juntamente com o produtor Javier Limón. É uma visita ao meu mundo interior, porque há muitos temas que explicam muito o que sinto, o que já vivi. Não é que os outros álbuns não o fizessem, mas agora é de uma forma mais pessoal.

É possível destacar alguns dos seus convidados?
Todos eles são extremamente importantes e contam uma história. O Paulo Abreu Lima que se junta com o Paulo de Carvalho e com o Rui Veloso e oferecem-me dois temas lindíssimos. Um chama-se Missangas e lembra-me o universo de Zeca Afonso. Tenho o tema Alma, escrito pelo produtor, e é cantado em castelhano. O meu pai fez-me o desafio de encontrar uma milonga que tivesse a ver com o fado e aparece um tema belíssimo que se chama Caprichosa. Também tenho o Boss AC, o Miguel Gameiro e o meu querido Jorge Fernando que me oferece dois temas, um deles o single Paixão. Falar de 14 temas é dificílimo e todos são importantes, se não não os teria cantado.

Há 15 anos que nos oferece discos.
Sim, são 15 anos de discos, porque de percurso já são muitos. Foram 15 anos maravilhosos, fantásticos, com muito carinho, muitas vitórias, muitas conquistas. Dá vontade de continuar. Não estava à espera que isto me acontecesse, mas já que aconteceu vou continuar a aproveitar.

Apesar de todas as influências que o disco abraça, o fado continua a ser um fio condutor?
O fado é a minha forma de me expressar e de respirar. Existirá sempre fado na minha forma de cantar, mesmo que vá tocar noutros quadrantes.

O que preparou para os concertos em Lisboa e Porto é o mesmo que vai apresentar no estrangeiro?
As pessoas vão ouvir o disco ao vivo no Coliseu do Porto a 26 e 27 de novembro, e a 7 de dezembro na Meo Arena. O espetáculo é igual, porque o público português tem de ver exatamente a mesma coisa que os palcos internacionais. Tem de primar pelo bom gosto, por ser um espetáculo bonito, por ter bons músicos, bons compositores e bons letristas. Tenho o maior prazer de cantar para quem me quer ouvir. Eu adoro cantar. É um momento feliz do meu dia.

Este concerto no dia 10 no Chiado é só para dar a conhecer um bocadinho do seu Mundo? É para dar a conhecer um bocadinho deste disco Mundo, que é o meu mundo. Para as pessoas perceberem que continuo a fazer discos e continuo a estar aqui muito presente.

Saiba mais sobre:
Foto: DR
Conversámos com Mariza sobre o seu "Mundo" | © DR
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE