Balões

Voando ao sabor do céu alentejano

27 | 11 | 2015   16.09H

O Destak passou pelo Festival de Balão de Ar Quente, no Alentejo, e fala da experiência que volta já no próximo ano.

João Tomé | jtome@destak.pt

Qual é a diferença entre voar de balão de ar quente e voar num avião, ultraleve ou helicóptero? «Toda.» Quem o diz é Carlos Sousa, piloto profissional de balões de ar quente há mais de 10 anos. E foi isso mesmo que pudemos confirmar ao vivo, a cores e no meio da natureza na 19ª edição do Festival Internacional de Balões de Ar Quente. O evento que decorreu até dia 14, em Alter do Chão, reuniu 35 equipas de vários países europeus. 

E como é voar assim? A suavidade e silêncio com que levantamos voo é desconcertante. O normal é ser um processo em esforço, como acontece no avião. Aqui, quase sem darmos conta, estamos a voar, ao sabor do vento. É tão suave e fácil que parece saído do mundo dos sonhos. 

O melhor é a forma aberta com que usufruímos da natureza e da vista impressionante da planície alentejana, sem janelas nem barreiras. Viajando num cesto para quatro ocupantes (mais o piloto), tivemos a sorte de ser um dia de sol sem nuvens, permitindo ver vários quilómetros de vista entre Alter do Chão, Fronteira, Monforte e os outros balões. 

O processo para partir é rápido. O piloto estende o balão pelo chão e vai aquecendo o ar com os queimadores (a gás) até levantar voo. É com os queimadores que se controla o balão, subindo e descendo e apanhando o vento favorável para tentar ir na direção desejada. A aterragem é suave qb e está nas mãos do piloto. 

Carlos Sousa explicou que vem todos os anos ao evento no Alentejo nas suas férias–coordena um serviço de balões de ar quente no sul de França – e que pilotar é uma «paixão» que não troca «por nada». «Não há palavras para descrever, é preciso experimentar.»

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Foto: João Tomé
Voando ao sabor do céu alentejano | © João Tomé

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