Disco de estreia

Tais Quais falam do novo projeto

01 | 12 | 2015   12.47H

Tim, João Gil, Jorge Palma, Celina da Piedade, Paulo Ribeiro, Sebastião Santos, Vitorino e Serafim juntaram-se para formar os Tais Quais.

Filipa Estrela | festrela@destak.pt

O Destak esteve à conversa com Tim sobre a banda, o disco "Os fabulosos Tais Quais" e o espetáculo que vive sobretudo de canções alentejanas.

Como surgiu esta união musical, com artistas tão diferentes?Foi motivado por um concerto que houve no ano passado no âmbito da campanha que houve para que o Cante Alentejano fosse Património Imaterial da Humanidade. Houve um concerto em Serpa, para o qual juntámos estas pessoas.

Este álbum funciona como uma homenagem ao Cante Alentejano?
Não é bem uma homenagem, mas nasceu desse espetáculo de homenagem. Queríamos tratar a música de inspiração popular e neste caso alentejana. Continuámos a trabalhar, não todos os dias, mas sempre que conseguíamos íamos trabalhar dentro dessa matriz.

Como foi o processo criativo quando é preciso conciliar tantas agendas?
Para esse espetáculo partimos de canções que já tínhamos do Baile Popular, do Rio Grande, do Palma, do Vitorino e da Celina. Quando nos juntámos para fazer o disco começámos a trabalhar em originais e cada um ia trazendo a sua contribuição. Fizemos um núcleo de serviço que acabou por ser eu, o João Gil, a Celina e o Sebastião, e começamos a trabalhar as músicas que tínhamos feito e começámos a montar tudo. Depois começámos a juntar por cima disso vocalistas e fomos desenvolvendo o trabalho e fizemos vários encontros. Chegámos a uma situação em que já tínhamos material suficiente para fazer um disco de originais praticamente.

É um disco de histórias?
A música de raiz popular tem sempre a ver com histórias. Fizemos um encadeamento que começa imaginando uma personagem que está isolada na sua terra e vê o seu horizonte alargado pelo aparecimento de um grupo de malucos que são os Tais Quais que vão cantar ali uma série de coisas que aconteceram na vida, os bailes, as paixões até constituir família. Acabam por ser situações da vida, que acabam por ser histórias.

O público pode esperar mais do que apenas música alentejana neste disco?
A maior parte dos poemas e das músicas são de origem popular. São uma série de canções que arranjámos para estarmos juntos, contarmos uma história e nos divertirmos. Mas também para aprofundar uma vertente que pelo menos na minha vida não está muito presente, que é a música popular.

Ao lançarem este projecto acha que estão a colmatar uma lacuna?
Acho que há uma lacuna na música popular. E não há a transposição dessa música para os grandes palcos. O objetivo é conseguir fazer alguns concertos com isto e tornar as músicas conhecidas. Gosto bastante de as ouvir e de as tocar e as reacções são boas. Acho que é capaz de haver um novo olhar sobre alguma coisa, mas não assumimos assim essa importância.

Já estão previstos concertos ao vivo?
Os concertos ao vivo são um dos motivos deste projeto. Começou como projecto ao vivo e teve agora uma versão de disco, que se propõe fazer concertos ao vivo. Fazer a celebração da música com o público. Foi um concerto muito quente, muito caloroso e correu mesmo muito bem.

Músicas que mais gosta deste álbum
‘Algibeira’ é a música que está agora a sair e é a que se está a ouvir mais.
‘Limoeiro’ porque é uma canção de conjunto, onde toda a gente canta. Foi um trabalho de produção e de arranjo que gostei muito de fazer.
‘Tais Quais’, o tema que tem o nosso nome.
‘Circo de Feras’, numa versão que o Paulo Ribeiro trouxe de Beja. 

Cada um trouxe a sua peça e o resultado é muito rico.

Saiba mais sobre:
Foto: Rita Carmo
Tais Quais falam do novo projeto | © Rita Carmo
«Um novo olhar sobre a música popular»
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