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linhas do Corgo e do Tâmega

Governo vai investir 40 milhões de euros na remodelação

27 | 03 | 2009   21.31H

Em declarações à agência Lusa, Manuela Costa, da Comissão Executiva Nacional de "Os Verdes", que integrou uma delegação, juntamente com Anabela Botelho e António Lima, que se reuniu com a secretária de Estado dos Transportes, disse que Ana Paula Vitorino lhes revelou que serão investidos 14 milhões na linha do Tâmega e 26 milhões no Corgo.

A delegação de "Os Verdes" tinha agendada uma reunião com Ana Paula Vitorino para entregar o parecer do partido ecologista no quadro da consulta pública da barragem da foz do Tua e abordar designadamente o futuro da linha do Tua, mas face ao encerramento recente das linhas do Corgo e do Tâmega, este foi outro dos assuntos em cima da mesa.

Segundo a dirigente do PEV, a secretária de Estado dos Transportes garantiu ainda que o encerramento destas duas linhas (no passado dia 24 de Março) é provisório e que as mesmas serão reabertas quando as obras de modernização estiverem concluídas, não especificando contudo uma data.

Manuela Costa relatou Ana Paula Vitorino explicou que, no âmbito "da implementação dos novos regulamentos de segurança relacionados com os planos de intervenção nas linhas estreitas (decorrentes do acidente na linha do Tua) foram feitas vistorias nas linhas do Corgo e do Tâmega e as suas condições de segurança foi consideradas 'alarmantes'".

"Quisemos que ficasse clarificado se o encerramento era uma suspensão provisória do serviço, no sentido de melhorar a segurança e a qualidade do serviço, ou se era mesmo para acabar com as linhas, mas a secretária de Estado garantiu que era provisório e avançou até com o valor das verbas para a modernização", adiantou Manuela Costa à Lusa, criticando, contudo, a forma como o encerramento foi feito, "pela calada da noite".

A mesma fonte adiantou que Ana Paula Vitorino adiantou que o investimento para a remodelação da linha do Tua ascende a 56 milhões de euros, mas que, perante o avultado investimento, foi decretada a paragem das obras até que seja tomada uma decisão definitiva sobre a construção da barragem na foz do Tua.

"Os Verdes" são fortemente críticos desta decisão da suspensão dos trabalhos no Tua, pois "grande parte da população que utiliza a linha só tem este meio de transporte" e consideram que "a perda da linha é tida como uma perda da identidade cultural" daquelas populações.

Manuela Costa sublinhou que Ana Paula Vitorino tinha apontado o mês de Março como data limite do plano de acção e de intervenção e para a melhoria das exigências de segurança da linha do Tua e das vias estreitas, em geral e lembrou que a governante tinha assegurando, no Parlamento, que a linha iria ser mantida aberta até ao enchimento da barragem, em 2014, e que as intervenções de segurança necessárias seriam feitas mesmo que a barragem viesse a avançar.

"Esta decisão contraria o que foi dito em Novembro e é justificada com o elevado valor da intervenção (56 milhões de euros) na linha do Tua. Isto é, de certa maneira, abrir portas à decisão definitiva à construção da barragem", acusou.

Manuela Costa explica que no parecer entregue é esclarecido que a EDP na proposta de construção que fez para a barragem não cumpre a s exigências decorrentes dos encargos nem do programa do concurso, e que não pode vir agora que a remodelação da linha do Tua tornaria muito cara a barragem e que isto não é comportável.

"A EDP a única proposta que apresenta é a de transbordo dos passageiros por autocarro e o caderno de encargos o que exige é uma proposta de transportes que mantenha a mesma resposta a nível de funcionalidade. A EDP apresentou-se a concurso com conhecimento das exigências e das regras do concurso", referiu a política.

"No âmbito do estudo iniciado em 2006 pela EDP, a REFER, em resposta à possibilidade de impacto da barragem sobre alinha, deixa bem claro , e por escrito, que caso a linha venha a ser submersa, a EDP tem que construir uma nova via por novo espaço canal", afirmou Manuela Costa.

A concluir, a elemento da Comissão Executiva Nacional de "Os Verdes" defendeu que "o Governo não pode dar aval positivo à construção da barragem porque as exigências não estão a ser cumpridas. Está a defender os interesses da EDP, que é uma empresa privada, e não os da Nação".

Destak/Lusa | destak@destak.pt

2 comentários

  • 40 milhões já é muita massa,mas claro ainda vai ser mais 40 milhões para derrapagens,o que passa a ser muita ,muita massa,numa obra que pouca ,pouca,pouca massa ,já era massa a mais! Claro,saiu o euromilhões a alguém do ...
    Isto faz-me pensar nas empresas que têem tomado os serviços do Estado ,para evitar despesas de ordenados com funcionários públicos,mas paga-se muito mais a essas empresas a alguém do ... (se for inteligente,complete).
    fedorento | 29.03.2009 | 23.06Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Então investe e cála-te. O que precisamos é de ver as coisas boas feitas e não de que nos digam que essas coisas vão ser feitas.
    gko123 | 27.03.2009 | 22.00Hdenunciar comentário
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