novo disco e digressão

As 'Outras Histórias' dos Deolinda

16 | 02 | 2016   11.45H

Intitulado 'Outras Histórias', o novo trabalho da banda chega esta sexta-feira. Ana Bacalhau, José Pedro Leitão, Luís José Martins e Pedro da Silva Martins preparam-se para uma digressão que começa em Vila Nova de Famalicão a 26 de fevereiro e passa por locais como Teatro Tivoli (22 de abril) e Casa da Música (6 de maio). O Destak esteve à conversa com Luís José Martins, para descobrir mais sobre o novo projeto. 

Filipa Estrela | festrela@destak.pt

O que havia ainda por explorar num novo álbum dos Deolinda? Vejo como o percurso natural da banda. Pegámos num universo que já tínhamos das canções anteriores, e fomos mais à frente. As canções conseguem manter uma frescura e trazer histórias novas, e também por isso este título. A ideia é não repetir e continuar a contar histórias com o olhar cronista do Portugal de hoje.

As vossas canções têm sido sempre pequenas histórias. Porque é que estas são ‘Outras Histórias’? São outras, porque perfazem o cancioneiro Deolinda em 2016. São as canções que faltavam para a nossa realidade de hoje. E são histórias contadas musicalmente de uma forma diferente, com convites mais assumidos e abertas a mais músicos.

Que músicos contribuíram para essa diferença? Colaboraram connosco o Manuel Cruz, o Riot, a Orquestra Sinfonietta de Lisboa com arranjos do Filipe Melo e três percussionistas que nos têm acompanhado: António Serginho, o Sérgio Nascimento e o Mário Costa. E ainda o Eurico Amorim no hammond e o Eduardo Raon na harpa. Foi um leque grande de músicos mas foi uma mais-valia. Todos ajudaram a levar o disco para lugares onde se calhar ainda não tínhamos ido.

Quer destacar alguma das participações? Acho que todas foram valiosas à sua maneira, umas mais visíveis do que outras. A parceria com o Riot destaca-se se calhar porque à primeira vista pode parecer um “ovni” a nível da linguagem musical, mas depois percebe-se perfeitamente. A própria canção justifica isso, até pelo título A velha e o DJ. Precisava mesmo da participação de um DJ, e nós ficámos muito contentes com o resultado.

‘Corzinha de Verão’ é o single que escolheram. Representa bem o álbum? O single poderá ser representativo no sentido de trazer alguma novidade a nível da cor e dos timbres escolhidos nos arranjos, mas acho que o álbum aponta em muitas direções, como os discos anteriores. Não diria que é totalmente representativo a nível musical, mas representa o facto de os Deolinda terem aberto a sonoridade a outros músicos.

O que está por detrás desta música? É aquela frustração que se sente quando se tem um dia para aproveitar e aparece chuva! Acho que todos já passámos por isso. Já temos o vídeo disponível e a ideia era passar essa dualidade entre o museu e a praia. Levámos a praia para o museu e tivemos a felicidade de filmar no Museu de Arte Antiga, com as obras incríveis como pano de fundo. Foi um luxo e temos muito que agradecer.

O que podemos esperar nos concertos que já estão agendados? Vamos tocar integralmente o disco, com as 15 canções, mas também vamos passar por algumas que se destacaram nos discos anteriores. E vamos tentar levar as canções do disco o mais próximo possível das gravações.

Datas da digressão em Portugal:26 de fevereiro | Casa das Artes | VILA NOVA DE FAMALICÃO
27 de fevereiro | Casa das Artes | VILA NOVA DE FAMALICÃO
18 de março | Casino da Póvoa | PÓVOA DE VARZIM
19 de março | Teatro Municipal |BEJA
23 de março | Teatro Municipal | BRAGANÇA
26 de março | Cineteatro Alba | ALBERGARIA-A-VELHA
31 de março | Teatro José Lúcio da Silva | LEIRIA
8 de abril | Cine-Teatro Avenida | CASTELO BRANCO
22 de abril | Teatro Tivoli | LISBOA
24 de abril | Lagoa Wine Show - Centro Congressos do Arade | LAGOA
6 de maio | Casa da Música | PORTO
28 de maio | Cine Teatro António Lamoso | SANTA MARIA DA FEIRA
4 de junho | Cineteatro Louletano | LOULÉ
2 de julho | Teatro Micaelense | SÃO MIGUEL | Açores
29 de julho | Theatro Circo | BRAGA
29 de outubro | Centro Cultural | VIANA DO CASTELO 

Saiba mais sobre:
Foto: Isabel Pinto
As 'Outras Histórias' dos Deolinda | © Isabel Pinto
«Contar histórias com o olhar cronista do Portugal de hoje»
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