Estudo

Tablet é babysitter e melhor amigo das crianças

25 | 02 | 2016   13.10H

Estudo confirma que crianças preferem jogar nos aparelhos eletrónicos. E que sabem mais do que aquilo que se pensa.

Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt

Não só é a nova babysitter, que entretém, distrai e mantém os mais pequenos ocupados, como se tornou o seu melhor amigo, substituindo as consolas e até mesmo, em alguns casos, a televisão. Falamos do tablet, ou melhor, fala o estudo ‘Crianças (0 aos 8 anos) e Tecnologias Digitais’, que quis perceber quais as atividades digitais e práticas das famílias, assim como os benefícios e riscos a elas associados.

Realizado por Patrícia Dias, investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da Universidade Católica Portuguesa e Rita Brito, do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, este relatório nacional integra um estudo-piloto europeu, que em 2015 envolveu 18 países, o nosso incluído, recorrendo a uma amostra de 10 famílias com crianças com seis ou sete anos, que usavam, pelo menos uma vez por semana, um dispositivo digital.

E que conclui que, de todas as atividades permitidas pelo tablet, jogar é a preferida. O que significa que «as atividades de aprendizagem são sub-exploradas.

As crianças preferem jogos relacionados com as suas personagens fictícias favoritas do que conteúdos pedagógicos», lê-se nas conclusões do relatório a que o Destak teve acesso. O estudo confirma também que as crianças sabem mais sobre estes dispositivos do que aquilo que os pais pensam. Tendem «a explorar os dispositivos sozinhas» e a maioria é mesmo capaz de «explicar o que é a Internet, e-mail, Facebook e Skype».

Conselhos e recomendações

Para os pais que acreditam que, nesta fase, as crianças não estão expostas a perigos online, fica o conselho: «o desenvolvimento de materiais simples, fáceis de usar, atrativos para as crianças e para os pais usarem com elas – como um kit de segurança – são imperativos». Até porque os risco, esses são reais. As recomendações estendem-se aos fabricantes, a quem se pede mais conteúdos em línguas nacionais, e aos decisores políticos, que se desafia a incluírem tecnologias digitais no ensino.

Foto: Marcus Kuwan
Tablet é babysitter e melhor amigo das crianças | © Marcus Kuwan
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