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Droga

Alimentos com canábis: um perigo que vem dos EUA

15 | 03 | 2016   14.16H

Uso de canábis para confeção de produtos alimentares põe em risco a saúde mental dos jovens.

Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt

É uma moda que surgiu nos EUA. Mas Jorge Jaber, psiquiatra brasileiro e especialista em dependência química em Harvard, teme que se possa alastrar a outros países, e com riscos graves. Numa passagem por Portugal a caminho de Madrid, explicou ao Destak como a legalização da canábis em alguns estados norte-americanos está a pôr em risco a saúde mental dos jovens.

«Sem dúvida que tem havido um aumento no tipo de drogas e isso ainda surpreende a própria academia e os pesquisadores na área de psiquiatria», refere. No caso norte-americano, criou-se um «cenário favorável à produção de alimentos com canábis.»

São, explica, produtos que podem apelar a um público infantil – «chupa-chupas, biscoitos de chocolate» –, num total de mais de 20 variedades com «uma dosagem que não é divulgada». Segundo o especialista, foram detetados mais de 10 mg de THC, que é o princípio ativo da canábis, «e alguns chegaram mesmo a 15 mg por grama de produto, o que preocupa porque a ciência pesquisa normalmente os efeitos da canábis até 8 mg. Há menos de 30 trabalhos no mundo que chegaram a pesquisar com 10 mg. Portanto, vamos expor o público, incluindo as crianças, a riscos que não foram claramente pesquisados».

Um perigo, alerta, tanto mais que existe a «desconfiança que se poderá expandir para outros países».

Terapia em forma de arte

De visita a Portugal, o psiquiatra falou também sobre um dos motivos que o levou a Espanha, onde participou no Congresso Europeu de Psiquiatria: «o uso de terapia ligada a arte para desenvolver nos pacientes a capacidade de voltar a terem sentimentos, já que é muito comum nos doentes psiquiátricos, principalmente aqueles que utilizam substâncias químicas, a diminuição da capacidade de manifestarem sentimentos».

A arte terapia é, defende, «uma ferramenta muito importante, barata e com melhores resultados». Até porque «quanto mais droga se coloca no cérebro, menos a pessoa consegue expressar sentimentos. E quanto mais sentimentos, menos ela recorre a drogas».

2 comentários

  • INES A LEVAR NA BILHA DESDE 1975.
    ines | 16.03.2016 | 09.57Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Apelo- Peço por favor aos governantes do nosso país que têm de travar a entrada desses alimentos com canábis que vem dos EUA.Muito obrigado. Deus vos abençoe.
    inês | 15.03.2016 | 19.42Hver comentário denunciado
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