entrevista

The Lumineers falaram com o Destak sobre o novo álbum

12 | 04 | 2016   13.08H

Famosa pelo seu single ‘Ho Hey’, os The Lumineers falaram com o Destak sobre os novos temas, o novo álbum e como encaram a música em geral.

Filipa Estrela | festrela@destak.pt

Chama-se Cleopatra e é o segundo álbum de estúdio da banda americana. Era a desculpa que precisávamos para conversar com o vocalista Wesley Schultz!

Quais são as principais diferenças entre este álbum e o anterior?
O primeiro álbum - quando o oiço agora - parece quase uma demo. Este álbum soa muito melhor. Tivemos mais tempo no estúdio a tirar os sons que queríamos das guitarras elétricas e da bateria, sobretudo.

Encontraram algum desafio ao fazer este álbum?
Acho que o simples desafio de fazer um álbum já é difícil. Escrever boas canções é muito entusiasmante. É difícil escrever dez ou onze músicas e compilá-las num álbum. É bom termos uma canção como Ophelia, que fala dos desafios que temos como ser humano, de quem lida com o sucesso de alguma forma. Essa canção também foi um desafio.

Essa canção é uma das mais representativas do álbum?
Não necessariamente. Não sei se algum single consegue realmente fazer isso. Mas foi a primeira canção que terminámos quando estávamos a fazer o álbum. E deu-nos muita esperança. Quando fomos gravar o álbum também escolhemos gravar essa primeiro. É uma canção muito boa e forte. Mas também estamos muito orgulhosos do tema Cleopatra, que dá nome ao álbum. É uma história comprida, e interessante. Mas é difícil escolher um tema.

Mas se tivesse mesmo de escolher um, qual seria?
A resposta seria diferente hoje, para a semana e daqui a duas semanas. Cada canção do álbum é especial. Há uma canção chamada Long Way from Home, que escrevi com o Jer (Jeremiah Fraites) sobre a morte do meu pai. O meu pai morreu em 2007 com cancro e teve um período de três anos em que esteve doente e a receber tratamento. A canção é sobre o que eu passei. Nunca partilhei tanto com o mundo. É uma canção que me diz muito e estou contente por a tocar ao vivo.

Não tem medo de ser tão pessoal nas suas letras?
Contar histórias pessoais e envolver nos detalhes ajuda as pessoas a perceberem melhor do que quando se fala no geral. Muitas vezes temos referências vagas, mas também temos referências de estradas e de pessoas. Pintamos uma ideia clara de um personagem e é como se o estivéssemos a abraçar a três dimensões e não num poster. O que procuro dar nas minhas letras são personagens e histórias tridimensionais.

É libertador transpor na música o que sente e o que vive?
Se quero perceber alguma coisa ou se estou preocupado com alguma coisa, muitas vezes ajuda escrever e limpar a minha mente. Se vissem o Jeremiah... é capaz de tocar piano durante horas e isso acalma a sua alma. Sem isso, ele – ou nenhum de nós – não seria muito estável. Todos nós estaríamos um pouco perdidos sem música.

Porque usaram Cleopatra para título do álbum?
Na canção, Cleopatra representa um arquétipo, uma ideia que cada um tinha quando era novo, que seríamos maiores do que a cidade em que crescemos.

O que podemos esperar da digressão?
Muita coisa! Vamos tocar durante dois anos pelo mundo. Temos o bichinho das viagens mesmo quando não estamos em digressão, com a banda. Já fui com a minha mulher a Portugal.

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The Lumineers falaram com o Destak sobre o novo álbum | © DR
«Estaríamos um pouco perdidos sem música»
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