Crítica

Vingadores num turbilhão de emoções em 'Capitão América: Guerra Civil'

28 | 04 | 2016   14.00H

‘Capitão América: Guerra Civil’ coloca os amigos Homem de Ferro e Capitão América num conflito negro, complexo e cativante num belo filme de super-heróis.

João Tomé | jtome@destak.pt

Senhoras e senhores, a guerra entre super-heróis está viva, ao rubro e, em muitos casos, recomenda-se.

Nunca, em tão pouco tempo, passaram tantos super-heróis pelo grande ecrã como agora. A Marvel começou um caminho de sucesso há oito anos, ao criar um universo para vários super-heróis co-existirem – na altura com Hulk e Homem de Ferro – e em 2012 juntou-os mesmo a todos em Vingadores.

Este ano foi a vez a DC Comics ter iniciado esse caminho ao unir pela 1ª vez no grande ecrã, os seus dois grandes super-heróis, em Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça. Num duelo de muita ação, efeitos especiais que valeu sucesso de bilheteira mas não convenceu a crítica.

O como é este Capitão América: Guerra Civil? Mais complexo, interessante, relevante e maduro do que a tentativa de colocar frente a frente (inclusive em luta) Batman e Super-Homem. Assim é o novo capítulo da saga de Capitão América e companhia.

O nome do filme leva a engano, já que este é na verdade um filme dos Vingadores e não apenas de Capitão América, com dois bónus: é incluído agora o Homem Formiga (Paul Rudd) que já teve direito ao seu 1º filme o ano passado e há a estreia absoluta de um jovem Homem Aranha – sai de cena Hulk.

O enredo leva-nos para um grupo de Vingadores dividido. Depois de várias missões (inclusive nos filmes anteriores) no meio do caos, o grupo tem agora de lidar com as consequências que as batalhas explosivas e sangrentas que travou tiveram sobre algumas cidades.

Quando as Nações Unidas decidem que eles só podem operar em ações autorizadas politicamente, começam as divisões. Para se manterem legais têm de assinar um documento onde deixam de ter poder nas atividades do grupo e há quem prefira a 'reforma'.

Enquanto o Homem de Ferro, com alguns problemas de consciência, concorda em cumprir, o Capitão América prefere ficar de fora e assim, após uma série de equívocos que envolvem também O Soldado do Inverno e desejos de vingança ocultos, as divisões tornam-se num conflito amargo entre amigos.

Apesar de um sem número de personagens e heróis, o que a Marvel e os irmãos Russo conseguem é tudo aquilo que um filme de super-heróis deve ser, pelo conflito interior das personagens e pelo facto da fronteira entre bem e mal ser tão 'cinzenta'. Não só a ação e os efeitos (há menos abuso dos efeitos especiais) mas a história cativante faz este ser um belo pedaço de entretenimento.

Destaque ainda para o alemão Daniel Brühl (uma espécie de mau da fita bem misterioso e cativante) e para o jovem inglês Tom Holland (o novo Homem-Aranha), que são belas aquisições no vasto elenco.

Já o trabalho dos irmãos Russo, que realizam um filme da saga pela 2ª vez, após o anterior Capitão América, foi reconhecido pela Marvel já que vão ser eles a realizar os próximos dois filmes dos Vingadores.

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Vingadores num turbilhão de emoções em 'Capitão América: Guerra Civil' | © DR
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