entrevista

Aurea falou sobre o novo álbum e a digressão

10 | 05 | 2016   14.24H

O novo álbum "Restart" produzido por Cindy Blackman Santana e Jack Daley, em Las vegas, entrou directamente para o primeiro lugar do top nacional de vendas. Para sabermos mais sobre o trabalho e o concerto de apresentação a 14 de maio, às 21h30, no Cinema São Jorge, estivemos à conversa com a cantora.

Filipa Estrela | festrela@destak.pt

Aurea estreou-se na composição do novo álbum - uma experiência que quer repetir - e também se vai estrear no Sol da Caparica em agosto.

Entretanto quem não garantiu bilhete já não pode ir ao São Jorge, porque já esgotou, certo? O concerto no São Jorge já está de facto esgotado. Estamos em ensaios a preparar esse concerto e a nova tournée. Vamos fazer concertos um pouco por todo o País, e este vai ser o concerto oficial de abertura da digressão. Estamos com muita expetativa e super ansiosos para mostrar ao público.

Os ensaios estão a correr bem? Estão a correr muito bem, e estou a divertir-me muito. Estamos todos a contribuir muito para o espetáculo, em termos de arranjos e ideias para o concerto. Estamos todos muito envolvidos e muito dedicados.

Gosta mais de fazer espetáculos em salas fechadas ou em festivais? Em termos técnicos e muito pessoais gosto de fazer concertos em auditórios. Ouve-se muito melhor, é mais intimista e temos uma relação com o público muito próxima, chego a falar com as pessoas na audiência. É muito engraçado, porque ouvimos tudo e às vezes dizem piadas ou pedem músicas. É como se estivesse em casa com amigos a tocar, é do melhor que se pode pedir. Mas o espetáculo ao ar livre é completamente diferente. Dá para recriar o álbum em pleno, com a banda.

Já aconteceu mudar o alinhamento por um pedido do público? Acho que já, em auditório provavelmente. Já aconteceu também cantar músicas do nada, que não estavam no alinhamento.

Seja dentro ou fora de portas, os concertos vão sobretudo apresentar o novo álbum? Sim, o novo álbum foi lançado há pouco tempo e o público está a recebê-lo com muito carinho. Estive quatro anos sem lançar um disco e já muita gente perguntava pelo próximo. Também eu já estava ansiosa para poder mandar cá para fora um trabalho novo. Ao mesmo tempo, e por isso é que o disco se chama Restart, senti que estava a começar do zero e não sabia o que esperar do público. Tem sido muito engraçado fazer tudo novamente, mesmo a promoção do álbum. Tem-me dado um gosto imenso falar deste trabalho que preparei com tanto carinho.

Como foi o processo criativo deste trabalho? Normalmente era só o Rui Ribeiro que compunha para os meus discos. Neste disco, o Rui continua a compor, mas na altura de gravar a maquete, quando cheguei a casa do Rui como fazemos normalmente para gravar as músicas, ele disse-me que não tinha linhas de voz nem letras feitas. Só tinha as bases instrumentais e eu é que tinha de criar as bases melódicas de voz. Depois ele fazia a letra. Fiquei cheia de medo, porque nunca tinha feito antes. Foi só começar e a coisa começou a surgir naturalmente. Daí surgiu a vontade de fazer outra música. Então estreei-me mais a sério na composição, com o Guilherme Marinho e o Rui Ribeiro. Participei na letra e na música do Too Old Too Soon, que é especial por ser uma estreia. É uma experiência que quero repetir. O Rui já punha por palavras as minhas experiências de uma forma que talvez nem eu própria conseguisse. Vai continuar a fazê-lo, mas é diferente quando sai directamente cá de dentro para o papel. Dá vontade de fazer mais.

Não sente que se expõe demais com algumas músicas? O Restart por exemplo é uma música muito especial para mim, e é um resumo de muita coisa na minha vida. Acho que era altura de partilhar e não me estou a expôr em demasia. Gosto de deixar as letras em aberto porque gosto de deixar isso para o público. É aí que está a magia das letras e das músicas, é fazer o público sonhar.

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Aurea falou sobre o novo álbum e a digressão | © DR
«Tem-me dado um gosto imenso falar deste trabalho que preparei com tanto carinho»
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