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'Long Island Medium'

Theresa Caputo: «Atravessei todas as fases da negação»

05 | 07 | 2016   11.49H

Se, de repente, uma estranha lhe enviar mensagens do além, é porque está perante Theresa Caputo, a protagonista do reality show Long Island Medium, do canal TLC, com a qual falámos em exclusivo.

Vera Valadas Ferreira | vferreira@destak.pt

Quando estreou o reality show Long Island Medium antecipou tanto sucesso?

Não! Pensava que ia fazer alguns episódios e depois voltar às minhas leituras em casa. Nunca pensei que íamos chegar à sétima temporada. Tanto sucesso é fantástico.

O que mudou na sua vida nestes sete anos?

Mudou sobretudo o facto de hoje ter câmaras a seguir-me o dia todo. Mas sinto que a minha vida não mudou muito. Creio que o que as pessoas gostam no programa é porque é real, é sobre a nossa vida. Sinto-me grata e afortunada por poder ser eu própria. E é nisso sentido que sinto que não mudei. Continuo a receber clientes em minha casa, a fazer as coisas que fazia com a minha família.

Ainda tem tempo?

Levamos uma vida normal. Antes do programa fazia leituras privadas ou para grupos. E continuo a fazê-lo. Se posso sair à rua sem ser interpelada a cada três segundos? Bem, isso já é outro assunto. Ainda me assusta um pouco porque acho incrível que as pessoas saibam quem sou.

Sente que a sua família perdeu privacidade?

Quando estamos sob as atenções do público perdemos um pouco a privacidade. Mas tenho os fãs mais sensatos e fantásticos, que só querem cumprimentar-me e dizer o quanto gostam do programa. Mas eles nunca passam essa linha.

Recebe milhares de emails e cartas. O que é que as pessoas lhe pedem?

Já não leio pessoalmente a maioria dos emails porque são simplesmente demasiados. Já recebi mais de 360 mil emails! Tenho uma equipa que faz isso por mim. Mas as pessoas procuram a cura, querem ter uma experiência, elogiam o programa, dizem-me o quanto o programa mudou a vida delas.

Não se sente assoberbada com tantos requisitos?

Não vejo as coisas dessa forma. Faço o meu trabalho. Não tenho paparazzi atrás de mim.

Quando descobriu que conseguia falar com os mortos?

Lembro-me de ter as primeiras experiências sensoriais com quatro anos. Mas só aos 20 e tal é que me apercebi que tenho este dom fantástico. E foram precisos muitos anos para aceitar que sou assim, que foi escolhida. Sou católica e atravessei todas as emoções da negação. Até que percebi que não estou a incomodar ninguém. Eles é que me contactam. Um dia coloquei-me nas mãos de Deus e disse se isto é o que é o que devo fazer, então guia-me. Comecei um negócio e ao fim de uns anos foi convidada pelo canal TLC para fazer um programa.

Sente então que é uma bênção e não uma maldição?

Sempre considerei uma honra e um privilégio contactar com os mortos, ter este dom fantástico e a oportunidade de partilhá-lo com as pessoas. Nunca pensei chegar à sétima temporada e que o programa fosse exibido em Portugal (risos). É inacreditável.

Contacta com os seus familiares e amigos falecidos?

É difícil para mim contactar os meus entes queridos porque há sempre aquele elemento da dúvida de eu supostamente ser tão próxima que teria acesso a essa informação. Poderia estar a recordar a mina própria memoria. Para mim é mais fácil “ler” quem não conheço. Quando vou ler uma pessoa literalmente não sei nada sobre ela. Nem o nome sei.

É um processo fisicamente exigente? 

É um processo físico sim. E como sou mãe, dona de casa, trabalho, é claro que andou exausta (risos). O que me acontece é que fico cansada quando faço leituras, por conter tudo o que tenho para dizer. No programa, quando abordo alguém é porque o espírito me impele mesmo a fazê-lo.

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Foto: DR
Theresa Caputo: «Atravessei todas as fases da negação» | © DR

1 comentário

  • Sigo o programa na TLC e gosto de ver. Já ponderaram organizar uma vinda da Theresa Caputo a Portugal ? Seria óptimo.
    Maria José Marques Moreira | 22.08.2018 | 14.52Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
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