À conversa com

Quatro músicos do Sol da Caparica

01 | 08 | 2016   13.39H

De 11 a 14 de agosto, O Sol da Caparica regressa à margem sul do Tejo, para arte urbana, desportos, um dia (o último) dedicado às crianças e claro muita música. Fique a conhecer quatro dos artistas.

Filipa Estrela | festrela@destak.pt

David Fonseca
No verão costuma conseguir tirar férias?
Depende dos Verões, mas tento sempre equilibrar o trabalho com o sol, o que nem sempre é fácil.

Para onde vai este ano?
Ainda não sei, mas para onde quer que seja, vai ser decidido com pouca antecedência.

O que mais gosta de fazer nas férias? Aproveita para fotografar?
Gosto de ler na praia e deixar o tempo passar. De ir ao cinema, de jantares longos. E claro, gosto de andar com a máquina fotográfica por todo lado e ver o que acontece.

O que faz do Sol da Caparica um festival único?
Tem características diferentes da maioria dos festivais. Para além da presença esmagadora de artistas portugueses, é também um festival muito ligado a vários tipos de artes e expressões e mais liberto do mundo das marcas e marketing. Tem lugar num dos sítios mais populares do verão português e vive-se um clima bonito de celebração do que é nosso.

O que podemos esperar do seu espetáculo?
Algumas surpresas, algumas recordações, algumas novidades. Mas seguramente, uma grande festa! São muitas as canções que fazem a minha história junto do grande público e é o local ideal para celebrá-las em conjunto.

Como vê a música portuguesa atualmente?
Vivemos um momento muito saudável, com muitas propostas radicalmente diferentes simultaneamente. De facto, há tantas propostas interessantes que por vezes falta o espaço mediático merecido a muitas delas, vivemos tempos complexos no que diz respeito à divulgação de novas bandas.

O que mais gosta quando anda na estrada em digressão?
Gosto do contacto com as pessoas e ter a oportunidade de tornar as canções num espectáculo real. Quando componho as canções, nunca tenho exactamente a percepção de quem vai ouvi-las, mas isso torna-se claro nos espectáculos ao vivo. E é incrível que uma ideia que surge no silêncio de uma noite do passado se possa tornar numa festa emotiva meses mais tarde. E gosto ainda da ideia da estrada, de um grupo que sai de casa com uma espécie de missão artística, é uma sensação muito positiva e que se estende ao público em cada noite.

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Valete
A cultura Hip-Hop na sua globalidade, a música rap e algumas intrepretações de arte urbana fazem parte do concerto de Valete. O músico vai subir ao palco do Parque Urbano da Caparica, no próximo dia 11 de agosto.

O que faz do Sol da Caparica um festival único?
O facto de ser um festival grande de música essencialmente lusófona e que consegue congregar muito bem vários estilos musicais, assim como várias eras musicais.

O que podemos esperar do seu espetáculo? O meu espetáculo atual é uma demonstração em concerto do que é a cultura Hip-Hop. Tentamos que seja mais que um concerto de rap. Temos a representação de algumas danças urbanas assim como artes plásticas que derivaram da street art. Tentamos ter as várias vertentes do Hip-Hop em cima do palco.

O que traz na bagagem para este concerto? Pretendo trazer também um pouco da história de Valete para o concerto. Já são 14 anos desde o meu primeiro álbum e a ideia é cantar essa história no show.

Como vê a música portuguesa atualmente? Melhor do que nunca. Hoje muitos dos grandes artistas contemporâneos são independentes. Então, sente-se que há mais risco e mais variedade na música portuguesa. Apesar de ainda haver muita música formatada atualmente também há artistas que são gigantes com música não tão genérica. O que sem dúvida era muito difícil há uns 20 anos.

O que mais gosta quando anda na estrada em digressão? Odeio quase tudo na estrada, a única coisa que me dá prazer é estar em cima do palco.

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Aline Frazão
Também a 11 de agosto, o Sol da Caparica - festival que dá primazia à lusofonia - vai receber a voz doce da cantora e compositora angolana. Aline Frazão promete um espetáculo muito animado, com muita paixão.

O que faz do Sol da Caparica um festival único? O lugar e a altura do ano em que acontece fazem a diferença, claro. Em pleno verão e em plena Caparica, é uma escolha perfeita. Além disso, acho que é um festival que preza pela qualidade da programação, apostando fortemente na música portuguesa e na música de países de língua portuguesa. E claro, o público que o festival tem conquistado ao longo destes anos é um público especial, que gosta de ouvir boa música, um público atento e generoso, de todas as faixas etárias, jovens, famílias com crianças. É uma mistura bonita de se ver.

O que podemos esperar do seu espetáculo? Vai ser um espetáculo animado, provavelmente o mais animado do ano, ajustado ao espírito do festival. A banda está muito animada e acho que vai ser especial: ritmo, energia, a força da palavra e, acima de tudo, muita paixão da nossa parte.

O que traz na bagagem para este concerto? Vamos tocar músicas do meu último disco, Insular, mas também algumas das canções do Movimento, que apresentei no Sol da Caparica há dois anos. Depois de algumas tournées lá fora, vai ser uma espécie de reencontro com o público português, em jeito de celebração do fim de uma etapa, porque no outono estreio um novo espetáculo.

Como vê a música portuguesa atualmente? Acho que a música portuguesa vive uma das suas melhores fases, com muita diversidade, com uma mistura cultural sem complexos, com o Fado muito forte, mas também o Pop, o Kuduro, o Rock, o Funk, o Jazz. Há muitas bandas boas e cada vez mais se sente que o público demanda música em português, que acaba por ser uma conquista depois de muitos anos.

O que mais gosta quando anda na estrada em digressão?
Gosto do momento de subir ao palco e conhecer ali um público novo, que teve a curiosidade de vir ouvir o nosso concerto. Gosto de conhecer músicos locais. E gosto da viagem em si, claro.

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CAPITÃO FAUSTO
Os Capitão Fausto estão na estrada, e no dia 13 de agosto têm paragem garantida no Sol da Caparica. O Domingos, o Francisco, o Manuel, o Salvador e o Tomás confessaram que adoram tudo numa digressão e preparam-se para oferecer ao público um grande concerto.
O que faz do Sol da Caparica um festival único? Só música portuguesa e em cima da praia. Eu não conheço mais nenhum.

O que podemos esperar do seu espetáculo? Vamos tocar o disco novo todo e ainda algumas dos dois anteriores. Se tiver calor o Domingos toca de speedo.

O que traz na bagagem para este concerto? Para este concerto trazemos Backline, uma bola de futebol e o speedo do Domingos.

Como vê a música portuguesa atualmente? A nossa visão é um bocado distorcida porque estamos no meio dela, mas parece-nos saudável e abundante. Quantidade não é sinónimo de qualidade, no entanto existem muitas bandas e cantores que adoramos. Temos também a sorte de sermos amigos deles!

O que mais gosta quando anda na estrada em digressão? Gostamos exatamente do que implica fazer uma digressão: tocar e viajar.

Foto: João Ferrão
Quatro músicos do Sol da Caparica | © João Ferrão
Aline frazão leva a sua doce voz ao Sol da Caparica a 11 de agosto

1 comentário

  • Cinco dias na primeira pagina é caso para dizer,chega de publicidade .
    Cliente | 02.08.2016 | 08.51Hdenunciar comentário
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