Viana do Castelo

Distinção para cidade "antitouradas"

23 | 04 | 2009   20.34H

Recorde-se que a Câmara, este ano, deliberou não permitir a realização de qualquer espectáculo tauromáquico no espaço público e privado do Município, sempre que dependa de autorização a conceder pela autarquia.

A Animal congratulou-se com a decisão, criou o prémio António Maria Pereira - uma escultura com a imagem de um touro - e entregou-o hoje, pela primeira vez, a Defensor Moura.

António Maria Pereira foi um político e um deputado que se distinguiu na defesa dos direitos dos animais, tendo falecido em 28 de Janeiro.

Para Defensor Moura, esta distinção «coroa o trabalho desenvolvido pela autarquia de respeito pelos valores de cidadania, prosseguindo o objectivo de tornar Viana do Castelo uma Cidade Saudável».

«Nesta cultura de urbanismo e de estilos de vida saudáveis, a defesa dos direitos humanos, numa cidade moderna e progressista, não é compatível com a realização de espectáculos de tortura e de sofrimento injustificado que atentam contra os direitos dos animais, cuja Declaração Universal foi subscrita por todos os países civilizados, incluindo Portugal», referiu Moura.

A decisão da Câmara de Viana do Castelo de declarar a cidade "antitouradas" surgiu na sequência de uma outra, aprovada em Novembro, pela qual a Câmara adquiriu, pelo preço simbólico de cinco mil euros, a Praça de Touros da cidade, para a transformar num Centro de Ciência Viva.

Uma decisão que Defensor Moura já classificou como «a medida mais popular» tomada pelo seu Executivo, tendo merecido «felicitações» de todo o mundo.

No entanto, os aficionados da tauromaquia contestam a decisão e já marcaram uma manifestação de protesto, para tentarem recuperar as touradas para Viana do Castelo.

Na antiga Praça de Touros, a Câmara pretende instalar a "Praça da Vida", ou seja, um centro ou museu da Ciência Viva semelhante ao Museu do Homem existente na Corunha, Galiza, que abordará questões de biologia humana e ecologia, criando «mais um pólo de atracção na cidade», especialmente para os jovens estudantes de todas as escolas do País.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

11 comentários

  • Há para aqui justificações de aficionados absolutamente absurdas, pensam que mostrarem a antiguidade de um costume lhe dá legitimidade e lhe dá o direito de o perpetuar "ad eternum". Em África pratica-se a excisão de meninas há muitos séculos, será que isso torna a tradição aceitável? Por favor, evoluam e aprendam a tratar os animais como eles merecem, como seres vivos que sentem como nós Aproveito para felicitar o município de Viana do Castelo, as suas gentes e os seu autarcas por serem pessoas dignas que se norteiam pelos valores da compaixão. Espero cinseramente ainda assistir à abolição das touradas. Quanto à questão de ser um gosto de alguns, isso também não chega...é que quando um gosto provoca sofrimento alheio deixa de ser lícito.
    Teresa Silva | 16.08.2012 | 20.16Hdenunciar comentário
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  • Eu não percebo...perguntam ás pessoas que são contra as touradas, se não comem carne...não estou a ver o que uma coisa tem a ver com outra...por essa ordem de ideias, vamos legalizar as lutas de galos ou começar a espetar coisas nos porcos...tambem os comemos! Sou contra e sempre serei...o sofrimento daquele animal é desumano...ainda há-de aparecer alguma "ave rara" a defender que deviamos voltar ao tempo dos romanos, onde os homens eram sacrificados em plena arena por puro entretimento público. Afinal também era tradição nesses tempos!
    Haja paciência | 16.08.2012 | 15.27Hdenunciar comentário
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  • Onde está a liberdade em Viana do Castelo?
    O programa dos festejos da Romaria da Senhora d’Agonia, que tiveram lugar no ano passado, incluiu a realização, no dia 24 de Agosto, de uma tourada, no redondel da Argaçosa, caracterizando-a nos seguintes termos: “A qualidade deste “cartel inédito” é a garantia de continuidade do bom-nome de que gozam as “TOURADAS D’AGONIA””.
    Entretanto, por vontade do presidente da autarquia vianense e decisão recentemente tomada pela maioria da vereação, não haverá mais lugar em Viana dos Castelo a espetáculos taurinos, alegadamente por falta de tradição tauromáquica e o reduzido uso que é dado àquela praça. Por conseguinte, os próximos festejos da Senhora d’Agonia já não incluirão a realização da tourada que, como era referido, gozavam de bom-nome.
    A avaliar pelas razões invocadas, desconheço se a proibição estabelecida se estende ainda, a título de exemplo, à realização de concertos de música clássica e a espetáculos de ópera – em relação aos quais sou mais aficionado! – uma vez que, à semelhança do que sucede com o espetáculo tauromáquico, também estes não possuem tradição em Viana do Castelo onde, aliás, nem sequer existe orquestra, companhias de teatro nem sala de espetáculos adequada para o efeito.
    Entendo que é absolutamente respeitável a opinião daqueles que consideram a tourada como um espetáculo execrável e uma forma de tortura sobre os animais. É mesmo lícito que procurem convencer a sociedade portuguesa a abandonar tais tradições. Talvez esses militantes anti-touradas pretendam que os ponte-limenses esquecerem a “vaca das cordas” ou até, quem sabe, procurem persuadir os monçanenses a deixarem de torturar a coca…
    Contudo, até ao presente, o espetáculo taurino ainda não foi proibido em Portugal. A não ser, claro está, em Viana do Castelo. Para além das dezenas de praças de touros espalhadas um pouco por todo o país, existem ainda as largadas no Ribatejo, as capeias com forcões na Beira Baixa, as chegas do Barroso, as corridas à corda em Sintra e nos Açores e até os “touros de morte” em Barrancos”. E, seguramente, não é pelo facto de tais práticas estarem em uso e serem consentidas por lei que faz dos portugueses um povo menos civilizado e bárbaro, como pretendem aqueles que discordam de tais tradições e vêm impor aos outros os seus pontos de vista.
    Pelo contrário, quando alguém que, pelos cargos que ocupa, deveria dar o exemplo de vivência democrática e, ao invés, procura impor as suas próprias ideias sem respeito pelas opiniões contrárias, então estamos perante responsáveis políticos que revelam atitudes que se encontram desfasadas do tempo e não se coadunam com uma sociedade tolerante como aquela em que vivemos e prezamos. Podem, os senhores vereadores vianenses que tomaram a decisão de proibir o espetáculo tauromáquico, discordar da realização de touradas – mas, em situação alguma, devem impedir aqueles que o apreciam de dispor de inteira liberdade para assistir ao mesmo, incluindo em Viana do Castelo!
    Não está em causa a utilização de uma estrutura que tinha reduzida utilização e, por esse motivo, a autarquia vianense decidiu dar-lhe outro destino. O que se questiona é o direito de alguém, pese embora tenha sido eleito pelos munícipes, decidir aquilo que os cidadãos – e não só os vianenses! – podem ou não fazer em Viana do Castelo, sem infringir a própria Lei. Ninguém é obrigado a assistir a um espetáculo que claramente não lhe agrada mas também não possui o direito de impedir os outros de usufruir de um direito que lhes assiste.
    É certo que Viana do Castelo possui uma autarquia democraticamente eleita para gerir os destinos municipais – mas não dispõe de uma assembleia com poderes legislativos para limitar aos cidadãos direitos que lhes não estão vedados pelas leis do país. Muito menos, o seu presidente está investido de poderes para ditar a Lei!
    Carlos Gomes in Falcão do Minho
    Santos | 06.05.2009 | 00.47Hver comentário denunciado
  • Justificação para ter um animal numa arena a ser torturado com ferros espetados no lombo a sangrar perante os aplausos da assistencia:
    1-Porque é tradição.
    2-Porque as pessoas comem carne.
    3-Porque os touros servem mesmo para isso.
    Será que acreditam mesmo na validade destes argumentos, ou á falta de outros vão atirando estas cretinices a ver se pega?
    luís | 25.04.2009 | 09.38Hdenunciar comentário
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  • Prémio merecido :) Foi uma decisão justa. É necessário largar estas tradições antigas e violentas para alcançar a Paz.
    Vera Correia | 24.04.2009 | 23.47Hdenunciar comentário
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  • Autarcas que desconhem tradições recebem medalhas. Será o pensamento de todo os habitantes de Viana do Castela? Penso que o Senhor Presidente deve ser vegetariano. E não vale a pena dzer mais nada. O Mar Oceano acha que a pesca é uma gande aberração em relacção à Lagosta.»»»
    POSSEIDON | 24.04.2009 | 15.22Hdenunciar comentário
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  • O CULTO DE MITRA (Touradas: sim ou não.)
    Mitra pertence às mitologias persa, indiana e romana. Na Índia e Pérsia representava a luz (deus solar). Representava também o bem e a libertação da matéria. Chamavam-na de "Sol Vencedor". Entre os persas, apareceu como filho de Aúra-Masda, deus do bem gerado em uma virgem, a deusa Anahira.
    O culto de Mitra chegou à Europa onde se manteve até o século III. Em Roma, foi culto de alguns imperadores, denominado Protector do Império.
    O símbolo de Mitra era o touro, usado nos sacrifícios à divindade. A morte do touro, que representaria a Lua, era característica desse mistério que se espalhou pelo mundo helênico e romano por meio do exército. A partir do século II o culto a Mitra era dos mais importantes no Império romano e numerosos santuários (Mithraea, singular Mithraeum) foram construídos. A maior parte eram câmaras subterrâneas, com bancos em cada lado, raras vezes eram grutas artificiais. Imagens do culto eram pintadas nas paredes, e numa delas aparecia quase sempre Mithras que matava o touro sacrificial.
    Algumas peculiaridades do mitraísmo foram agregadas a outras religiões, como o cristianismo. Por exemplo, desde a antiguidade, o nascimento de Mitra era celebrado em 25 de Dezembro.
    O mitraísmo entrou em decadência a partir da formação da Igreja Católica como instituição, sob Constantino.
    Natal e Mitra
    A celebração do Natal Cristão em 25 de Dezembro surgiu por paralelo com as solenidades do Deus Mitra, cujo nascimento era comemorado no Solstício (de inverno no hemisfério norte e de verão no hemisfério sul). No calendário romano este solstício acontecia erroneamente no dia 25, em vez de 21 ou 22. Os romanos comemoravam na madrugada de 24 de Dezembro] o "Nascimento do Invicto" como alusão do alvorecer de um novo sol, com o nascimento do Menino Mitra. Já foram encontradas figuras do pequeno Mitra em Treveris e a semelhança com as representações cristãs do Menino Jesus são incontestáveis. Isso demonstra um claro sincretismo, onde o mitraismo foi fonte e o cristianismo o destino. Esta foi a razão que levou algumas religiões, como por exemplo as Testemunhas de Jeová, a não participarem de festividades natalinas;afim de não mancharem os ensinamentos bíblicos com práticas pagãs.
    Catolicismo e Mitra
    Com o cristianismo permitido no Império Romano, pelo Edito de Milão, expedido por Constantino, os cristãos rapidamente tomaram os postos dos sacerdotes pagãos na sociedade, inclusive mantendo as festas, rituais, vestimentas e indumentárias pagãs. Em Roma o papa cristão passou a ser o Pontífice, substituindo de maneira pomposa o anterior chefe religioso pagão. Constantino também está ligado a ele, esse legado concedido ao papa traria a unificação das religiões no império até porque o culto a Mitra oferecia semelhanças com o cristianismo, A conceituação de Deus como um sol, não somente por causa da facilidade com que esta alegoria se aplica a Deus, mas ainda porque os cristãos já a encontraram pronta nos cultos em seu em torno, e o mantiveram a interesse, como forma de solidificar um estado forte.
    As Touradas são mais antigas que as personagens votantes podem do não têm conhecimento. O Touro não é um animal castrado de trabalho campesino. O touro é um animal nobre que luta de igual para igual com o homem. Chamamos a esta última personagem Toureiro: Aquele que toureia, especialmente o que toureia por profissão! Portanto as Touradas são de longe uma tradição ancestral.
    Agora aqueles que falam de animais Bovinos castrados para trabalho campesino e para a alimentação do Ser Humano. Esses deviam abster-se de comer carne de animais abatidos nos matadouros com choupa: instrumento para abater reses.Eu sou a favor dos TOUROS DE MORTE, que em Portugal são chamadas touradas de morte foram proibidas no tempo do Marquês de Pombal, a mando do rei após uma trágica corrida em que faleceu uma grande figura nobiliárquica estimada pelo monarca. Em 2002 a lei foi alterada para permitir os touros de morte em locais justificados pela tradição, como na vila de Barrancos.
    Como podemos verificar, ninguém liga às verdadeiras tradições das touradas, mas gostam de uma boa posta de carne à Mirandesa
    Um bem-haja
    POSSEIDON | 23.04.2009 | 12.36H | DENUNCIAR COMENTÁRIO
    POSSEIDON | 24.04.2009 | 15.14Hdenunciar comentário
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  • Gostava de saber, caso o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, fosse Autarca na Moita do Ribatejo ou Vila Franca de Xira por exemplo, "os teria no sítio", para tomar esta decisão ou seja converter a cidade de Viana do Castelo em "Cidade Anti-taurina", ai, que designação tão "pomposa". Converter Viana do Castelo em "Cidade Anti-taurina" é o mesmo que converter Coruche em "Cidade Anti-vira minhoto". Amanhã festejem bem o Dia da Liberdade.
    Carlos | 24.04.2009 | 13.29Hdenunciar comentário
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  • A isto chama-se evolução. Simplesmente.
    luís | 24.04.2009 | 10.00Hdenunciar comentário
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  • é dificil acabar com as touradas sobretudo no Norte, ali para os lados do Dragão. Os portistas adoram marrar com o vermelho do Benfica.
    Olééééééé..........
    Forcado | 23.04.2009 | 22.02Hdenunciar comentário
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  • Por muito que queiram aparecer nos jornais e tv`s, a nossa cultura foi, é e será sempre ligada á tauromaquia.
    Filipe de Noronha | 23.04.2009 | 21.23H
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