Pedro Sousa

«Acho estimulante fugir do que é o meu eu»

29 | 08 | 2016   14.12H

Na novela Rainha das Flores, em exibição na SIC, o galã “roubado” ao surf dá vida a um Casanova, um papel que lhe exigiu «coragem», tamanho é o desafio. Tímido por natureza, garante que a sua vida pessoal não é afetada pela exposição pública, pois quem o conhece, como a namorada – a atriz Oceana Basílio –, sabe que a fama nunca alterou o seu comportamento. Eis uma conversa não manipulada com um dos rostos masculinos da televisão que mais suspiros faz soltar entre as espetadoras.

Vera Valadas Ferreira | vferreira@destak.pt

Da última vez que falámos disse-nos que sentia que «passava despercebido na rua». Ainda é assim?

Já não é tanto assim… Ainda vou passando despercebido mas menos do que anteriormente. O Salvador, da novela Sol de Inverno, trouxe mais visibilidade.

Sente que a sua vida pessoal, nomeadamente amorosa, é muito afetada pela exposição pública e a fama?

A minha vida pessoal não é afetada pela exposição pública, porque quem me conhece sabe a verdade, mesmo quando esta é ou foi manipulada.

Se voltasse a ser uma pessoa anónima qual seria a primeira coisa que faria?

O facto de ter uma profissão que obriga a uma exposição pública nunca fez com que alterasse o meu comportamento ou as decisões que tomo.

É daquele tipo de pessoas que impõe metas a si próprio ou prefere não fazer planos e deixar-se levar pelas circunstâncias e pelas oportunidades?

Tenho alguns sonhos ou metas que gostava de atingir, mas também me deixo levar pelas circunstâncias e agarro as oportunidades que surgem.

Diz que é um «rapaz tímido» mas em a Rainha das Flores dá vida ao playboy Hugo Guedes. Qual é o maior desafio nessa personagem?

Acho sempre mais estimulante enquanto ator fugir do que é o meu “eu”. No caso específico do Hugo, achei todo ele um desafio. Não só pela maneira de ser, muito alegre e engatatão, como pelas situações em que ele se mete. O maior desafio foi ganhar coragem para aceitar fazer este personagem!

Como está a ser a experiência de trabalhar de uma forma mais próxima com a Débora Monteiro e a Mafalda Jara, as suas paixões na novela Rainha das Flores?

Não conhecia a Débora e está a ser um prazer trabalhar com ela. É boa atriz, boa colega e muito bem disposta. Já conhecia a Mafalda, porque fomos da mesma turma na ACT-Escola de Actores e sempre a achei boa atriz. Sempre gostei dela como pessoa. Demorou um bocado até chegar a oportunidade dela de fazer televisão mas eu sabia que ia chegar. Ela merece.

O elenco e a equipa técnica são como uma grande família? Com quem tem aprendido mais?

Estou rodeado de uma excelente equipa (realização, técnicos, atores e produção). Sinto-me muito bem, o ambiente é incrível! Aprendo mais com quem mais gravo, sejam os atores mais experientes, como os mais jovens, que me estão a surpreender muito pela positiva neste projeto!

Ainda não está farto do look de cabelo comprido?

Confesso que já me fartei um pouco! (risos) Especialmente nestes dias de calor!

Até quando ficará ocupado com as gravações da novela? Já tem projetos artísticos para um futuro a curto/médio prazo?

Em princípio iremos gravar Rainha das Flores até dezembro. Gostava de ir ao estrangeiro “ver o que se passa…!” (risos).

A sua personagem de sonho seria…?

Adorava fazer um rock star! Acho que ia conseguir dar vida a um bom rock star!

Este verão tem tido oportunidade de praticar surf, uma das suas grandes paixões?

Tenho surfado, sim! Ainda na passada segunda-feira, como estava de folga, acordei às 5h00 parair fazer surf para a Ericeira e Peniche! Admito que já há uns anos que não fazia isto a que os surfistas chamam de matinal, mas sabe tão bem!

Já teve direito a férias/miniférias ou ainda há de ir? O que fez? Para onde vai?

Bom, mais ou menos. Enquanto estamos a gravar não temos tempo para férias, mas há sempre a oportunidade de dar umas escapadelas, consoantes o ritmo das gravações. Estive uns dias no Algarve e também estive quatro dias na Croácia. Quando acabar de gravar esta novela gostava de fazer uma viagem grande… Ainda não sei par aonde, mas logo se vê... (piscar de olho).

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Foto: Mariline Alves
«Acho estimulante fugir do que é o meu eu» | © Mariline Alves
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