exposição

'Everybody Knows this is Nowhere' em Cascais

11 | 10 | 2016   12.43H

O Centro Cultural de Cascais dá a conhecer outra faceta da atriz Alexandra Hedison, através da exposição de fotografia Everybody Knows this is Nowhere. Trata-se de um tributo, tanto à película quanto à importância da memória, num trabalho de fotografia documental sobre a ideia de narrativa mutável. Para ver até 8 de janeiro.

Destak | destak@destak.pt

Alexandra Hedison foi actriz de cinema e televisão, nos Estados Unidos da América, durante mais de quinze anos, tendo desempenhado papéis em filmes como The Rich Man’s Wife (1996), The Blackout Effect (1998) ou Standing on Fishes (1999) e em diversas séries para televisão, entre elas, The L Word (2006-2009), Prey (1998) e L.A. Firefighters (1996-1997).

Mas, o fascínio pela fotografia veio a relevar-se mais forte e é, hoje, uma reconhecida artista plástica, com um portfólio exibido internacionalmente.

Uma máquina fotográfica Contax T2 fez com que Alexandra Hedison se dedicasse a explorar a imagem estática e em 2002, a Rose Gallery, em Santa Mónica, Califórnia, exibiu a primeira série de fotografias da artista.

Longe de se aproximar do ideário da fotografia americana de retrato ou representação dos movimentos sociais, Hedison tem vindo a criar a sua própria linguagem. Os temas que explora repercutem-se, em cada imagem, no encontro directo entre o indivíduo e a imensidão da paisagem, tanto arquitectónica quanto natural. 

O exercício de fotografar e de criar imagens também se insere numa narrativa própria da artista. A película e os grandes formatos analógicos são um recurso, embora também utilize a máquina digital. Alexandra Hedison prefere trabalhar o enquadramento da fotografia, em vez de alterar a sua composição, ou seja, não recorre à pós-produção.

A sua linguagem é, portanto, criada por meio de uma disciplina técnica que se estabelece no momento em que capta a imagem. O tempo, a repetição, a observação, o enquadramento e o momento efémero em que a fotografia se regista na película fazem parte de uma narrativa ou da ideia de storytelling.

As fotografias que o Centro Cultural de Cascais expõe reflectem o expressionismo e o traço contemporâneo da artista. Mapeiam não só uma geografia, mas também uma geometria que emerge da composição da natureza e da arquitectura daquele lugar. Tanto representam os ciclos de mudança da natureza como o percurso da memória sempre transitável.

Como resultado, a combinação entre a técnica e a temporalidade convida o espectador a ler a narrativa de uma história de um lugar, porque as próprias imagens têm um tempo de existência que se desloca ao longo das estações dos anos em que a fotógrafa as realizou.

Local: Centro Cultural de Cascais (Av. Rei Humberto II de Itália, em Cascais)
Horário: até 8 de janeiro, de terça a domingo, das 10h às 18h
Preço: €3 (público geral); €1,5 (residentes no Concelho de Cascais); gratuito (maiores de 66 anos)

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