Graziela Schmitt

«Portugal é a minha segunda casa»

23 | 10 | 2016   14.59H

Em ‘Amor e Revolução’, a nova novela da CMTV, dá vida à protagonista Maria Paixão, uma guerrilheira «íntegra, justa e teimosa». Apaixonou-se pela personagem assim que leu os primeiros capítulos. Depois, apaixonou-se pelo colega de ofício Paulo Leal que, curioso, fazia de seu irmão nesta novela da SBT e que a CMTV trouxe para Portugal. Daí que a bela e simpática atriz brasileira guarde com um carinho especial as recordações das gravações, conforme confessa ao Destak. Esta história de Tiago Santiago tema ditadura brasileira como pano de fundo e um romance como motor. Transporta-nos a um período que não deve ser esquecido em nome dos oprimidos.

Vera Valadas Ferreira | vferreira@destak.pt

Amor e Revolução foi exibida em 2012 na SBT. Que recordação tem das gravações?

Foi um tempo excelente da minha vida, foi quando conheci o meu marido! [risos] Brincadeiras com fundo de verdade à parte, foi um tempo muito bom. De muito trabalho, óptima convivência. O elenco dessa novela era muito bacana. Tínhamos um dia a dia muito gostoso. E foi mesmo quando conheci o Paulo. Ele faz o João, irmão da Maria, a minha personagem na novela.

Como define a sua personagem?

Maria é íntegra, sonhadora, justa, determinada e teimosa! [Risos] ... Ela é maravilhosa! Apaixonei-me pela personagem assim que li os primeiros capítulos.

Como foi fazer par romântico com Cláudio Lins?

O Claudinho é um querido, um cavalheiro. Um ator que pensa o coletivo, propõe ideias e é muito aberto a propostas cénicas. Foi muito bom trabalharmos juntos, ficámos amigos.

A novela conta uma história de amor em plena ditadura. Acredita que é nos maus momentos que as pessoas se revelam?

Acho que as pessoas se revelam nos bons e nos maus momentos, mas as situações de maior dificuldade tornam as pessoas mais vulneráveis.

Conhecia esse período da História moderna do Brasil? Essa é uma matéria bem abordada na escola?

Conhecia, porque foi um tema que me interessou desde criança. Assisti, aos 12 anos, à minissérie Anos Rebeldes que tratava desse momento da ditadura também, sem perder um capítulo. E enchia meus pais com perguntas sobre essa fase. Mas na escola o período não é estudado com a profundidade necessária, por razões óbvias...

O que aprendeu com a novela?

Aprendi mais sobre esse período, pois fiz uma pesquisa grande. Assisti a documentários, longas-metragens, livros, fiz aulas de História... Além de ter aprendido a atirar!! O que foi um grande desafio para mim. Mas, ao final, me diverti bastante.

Desde então, teve oportunidade de participar na novela portuguesa Belmonte. Como foi essa experiência?

Em 2013/14 tive o prazer de integrar o elenco de Belmonte. Foi uma experiência fascinante. Uma novela bem escrita, com uma história envolvente, excelentes atores e equipa. Sempre digo que considero Belmonte um presente na minha vida pois, além disso, ainda pude realizar o sonho de viver na Europa. E fiz isso trabalhando. Foi incrível! E a cereja desse bolo foram os amigos que fiz. Amigos para a vida toda. Portugal é, com toda a certeza, a minha segunda casa.

Gostaria de repetir o intercâmbio cultural?

Adoraria!

Saiba mais sobre:
Foto: Lourival Ribeiro/SBT
«Portugal é a minha segunda casa» | © Lourival Ribeiro/SBT
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE