Desastres 2016

Catástrofes custam caro

16 | 12 | 2016   15.43H

Os desastres, naturais e causados por mão humana, custaram 158 mil milhões em 2016, valor superior ao de 2015.

Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt

Com o fim de 2016 à vista, começa a ser tempo de balanços. Foi isso que fez a seguradora suíça Swiss Re, que contabilizou os custos das tragédias, naturais e com mão humana, que marcaram este ano. E os dados, ainda que preliminares, não são animadores. Ao todo, os desastres de 2016 custaram 158 mil milhões de dólares, um valor significativamente mais elevado que os 94 mil milhões de perdas verificadas em 2015. Quanto às vítimas, serão cerca de dez mil.

As catástrofes naturais, entre as quais se contam os tremores de terra e as inundações, são as principais responsáveis pelos resultados, com custos na ordem dos 150 mil milhões de dólares. Problemas que tiveram também tradução em perdas para o setor dos seguros que, à semelhança das outras, foram igualmente elevadas – 49 mil milhões de dólares (tinham sido 37 mil milhões no ano passado).

Sismos e inundações

A terra tremeu e voltou a tremer no ano que agora se aproxima do fim. Caprichos na mãe natureza que se traduzem em perdas elevadas, em vidas e dinheiro. A seguradora suíça destaca o sismo de 7.0 de magnitude que abalou Kumamoto, no Japão, em abril, que matou 137 pessoas e custou 20 mil milhões de euros, o que o tornou a catástrofe natural mais dispendiosa do ano.

Também o furacão Matthew, em outubro, foi responsável por um rasto de destruição nas Caraíbas e várias regiões dos EUA, com perdas económicas na ordem dos oito mil milhões de euros. A este juntam-se as inundações na Europa, sobretudo em França e na Alemanha e os incêndios florestais no Canadá, que foram um dos maiores responsáveis pelas grandes perdas sentidas pelas seguradoras em 2016.

Foto: Reuters
Catástrofes custam caro | © Reuters
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