Inês Carranca

«Sou com as pessoas o que sou na TV»

21 | 12 | 2016   16.01H

Lembra-se dela das galas solidárias e programas de verão da RTP1? No Destak, onde estagiou, sempre soubemos que comunicar era o seu verbo. O ano não poderia terminar sem lhe darmos a conhecer melhor esta revelação televisiva de 2016. E os motores estão só a aquecer...

Como se deu a transição da imprensa para a televisão?

Quando saí do Destak, fui fazer a Casa dos Segredos. Depois fui para a TV Net. Voltei para a Endemol, para a qual também fiz o Big Brother. Depois saí para a TV Record, onde fiquei dois anos. Saí em dezembro e no dia 1 de janeiro já estava a trabalhar na RTP.

Logo para o Agora Nós? Fui para a equipa de conteúdos do Agora Nós, no início como editora e depois comecei a fazer reportagens. Foram surgindo outros convites. O primeiro trabalho que fiz foi a Maratona da Saúde. Seguiu-se a Corrida da Mulher, que foi a primeira vez que trabalhei com a Vanessa [Oliveira] e o Malato. E depois os especiais da Seleção. Em maio/junho surgiu o convite para as reportagens da Volta em Bicicleta. E finalmente convidaram--me para fazer o Praias Olímpicas, que era um game show, um formato que a RTP não fazia muito. Disse logo que achava divertido, era a minha carae fiquei muito entusiasmada. Entretanto, regressei ao Agora Nós.

Nos diretos os nervos são muitos?

Fico nervosa é enquanto o programa não começa!

Tem alguma superstição, antes de entrar em direto?

Não, mas tenho um colar que faço questão de levar para todo o lado. Um colar que a minha mãe me deu com umas medalhinhas da sorte que mais pessoas da minha família também me foram dando. Como a minha família não pode estar lá, aquele é o meu apoio. Os meus pais, irmã e namorado estão babados. Quando estou em direto, a minha mãe manda-me SMS a dizer se o vestido assenta bem, se falei bem. O João [namorado] compreende que este trabalho não tem horas, não é fácil, pode implicar viagens. É uma vida muito intensa.

Sente o peso de trabalhar na estação de televisão pública?

Sim, sim. Sinto o peso de dar a cara pela televisão do Estado, que é a companhia de muita gente. É o canal que, de facto, faz companhia aos emigrantes, por exemplo. E isso faz-me sentir bem. A primeira vez que entrei no edifício da RTP, cruzei-me com referências como o Virgílio Castelo, o Júlio Isidro, a Serenella... Na cantina pensei: “e agora, sento-me onde ao almoço?”.

Revê os seus trabalhos?

Sempre. Gosto que me façam críticas construtivas. Mas sou a minha primeira crítica: sei que falo muito rápido. E depois tento corrigir.

Quais são as suas mais-valias enquanto comunicadora?

A minha espontaneidade. E não sou muito de bloquear. As pessoas dizem que o que sou co melas é o que sou ali na TV.

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«Sou com as pessoas o que sou na TV» | © DR
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