SMART FARM

Ciência e técnica ao serviço da agricultura

22 | 12 | 2016   10.12H

De portas abertas, a SMART FARM mostra aos agricultores e não só formas inteligentes para a produção sustentável.

Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt

Chama-se SMART FARM. E o nome, ainda que em inglês, diz tudo: uma quinta inteligente, a primeira no País, que abre as suas portas a quem a queira visitar e ver, de perto, como a inovação técnica e científica podem ajudar a tornar a produção agrícola mais sustentável. Um caminho que, explica ao Destak, António Lopes Dias, diretor executivo da Associação Nacional da Indústria para a Proteção das Plantas (ANIPLA), mentora do projeto, terá que ser este, já que «a agricultura tem que produzir não só mais, mas melhor. E só com ciência e tecnologia é possível cumprir esse objetivo».

O desafio é grande. E crescente, exigindo formas de «utilizar melhor os meios desenvolvidos para produzir melhor, ao mesmo tempo que se protegem os recursos naturais» obrigando, defende António Lopes Dias, a que se produza «de forma inteligente». E é isso que a SMART_FARM propõe.

Localizada na Companhia da Lezírias, assenta em quatro áreas fundamentais: água, alimentação, saúde e biodiversidade. Os benefícios são muitos. A começar com a proteção do ambiente. Mas há mais: «a segurança para quem manipula e aplica produtos fitofarmacêuticos e, também, a eficiência dos processos. Por exemplo, os trabalhadores estão obrigados a usar equipamentos de proteção individual sempre que lidam com fitofármacos; os efluentes resultantes da lavagem dos equipamentos de aplicação são tratados e encaminhados para um destino correto, não sendo despejados no solo. Produz-se com o recurso a técnicas que protegem o solo da erosão; privilegia-se e promove-se a biodiversidade, entre outros».

Nova imagem do meio rural

O passo seguinte é convencer os agricultores nacionais. Tarefa que, concorda o diretor da ANIPLA, não será fácil, sobretudo para determinados segmentos. «Não é como aplicar um adubo e ver que a cultura cresce mais». Porque, confirma, «o benefício não é imediatamente visível», é necessário um trabalho de sensibilização «nós, responsáveis do setor, temos que encetar».

É também para isso que serve esta quinta inteligente. A ideia é que seja «um “ver para crer” ao dispor dos vários intervenientes do setor». É, por isso mesmo, «um espaço aberto de demonstração e de formação», ao qual se junta, explica António Lopes Dias, «uma ambição extra». É que, para além dos especialistas, a SMART FARM está também aberta ao público em geral.

«Gostávamos que a urbe tivesse uma imagem diferente do meu rural. E sobretudo mais próxima. A ignorância sobre como são “fabricadas” e aparecem as coisas nas prateleiras dos supermercados é de uma dimensão assustadora. Contribuir para uma melhor cultura agrícola e alimentar da população urbana é algo que gostaríamos de poder vir a reconhecer.»

Foto: DR
Ciência e técnica ao serviço da agricultura | © DR
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