entrevista

Padre Fábio de Melo em Portugal para apresentar livro e disco

24 | 01 | 2017   11.14H

Foi ordenado sacerdote em 2001 e desde então transmite a palavra de Deus através da escrita e da música. Padre Fábio de melo tem já editados vinte discos - incluindo Deus no Esconderijo do Verso - e 13 livros no Brasil. 'Quem Me Roubou de Mim?' é o seu primeiro livro publicado em Portugal. A sessão de autógrafos, o showcase e o lançamento do livro são dia 28 de janeiro, às 15h, na Fnac do Colombo.

Filipa Estrela | festrela@destak.pt

Como descobriu a sua vocação?
Desde criança, sempre quis ser padre. Fez parte da minha trajetória humana ter o padre de uma maneira muito positiva na minha vida. Não foi nenhum problema descobrir que queria ser padre e abrir os caminhos para isso acontecer, até porque venho de uma família muito religiosa.

Sempre percebeu que a música e a escrita poderiam ser instrumentos ao serviço de Deus?
Nunca imaginei que eu pudesse fazer isso, mas sempre tive uma experiência muito positiva de Deus através da arte. Quando ouvi o primeiro padre cantando. Era criança e o meu pai me deu de presente um LP do Padre Zezinho e eu achei fantástico ter a oportunidade de falar do evangelho, cantando.

As suas músicas têm sempre uma mensagem religiosa?
Tenho a preocupação de ser humano em tudo o que faço, então as minhas buscar são de comunicar um Deus humano. Às vezes estou a falar de um assunto desconectado do que possa ser religioso, mas eu compreendo de forma religiosa. As dores humanas e os sentimentos humanos são naturalmente religiosos. Ainda que eu não faça uma canção confessional, a minha fé está ali. Mesmo que esteja a fazer uma música sobre um valor como a amizade.

As suas músicas também são ouvidas por não católicos?
É o que mais acontece. Este último trabalho que eu estou lançando em Portugal, Deus no Esconderijo do Verso por ter contado com grandes nomes da música popular brasileira como Nana Caymmi, Fagner, Elba Ramalho, Fafá de Belém, Alcione ou Zeca Pagodinho deu ao disco uma amplitude maior. As pessoas ficaram curiosas, porque todos eles cantam músicas minhas. Foi uma oportunidade que a minha música ultrapassasse o público convencional.

É possível através das suas músicas já ter convertido alguém?
Não tenho dúvidas. São vinte anos de trabalho e já ouvi muitos depoimentos de pessoas que tiveram uma experiência positiva de Deus a partir de uma música. Às vezes uma frase muda a vida de uma pessoa. Porque pode desencadear uma reflexão. A música funciona como uma chave que abre portas para lugares onde as pessoas precisam de entrar e não entrariam de outra forma.

Há alguma históra particularmente tocante?
Tenho um depoimento que foi logo no início do meu trabalho, de uma pessoa que estava a ser sequestrada, dentro de um carro, já tinham tirado o dinheiro do banco e estavam a levá-la para um terreno para a matar. Ela perguntou se podia ouvir uma última música. Ligou o aparelho do disco e ela pôs uma música específica do meu disco. Um dos sequestradores começou a chorar. Era uma música que falava de Nossa senhora e usava a palavra mãe muitas vezes. Ele remeteu para a sua própria mãe e tudo o que tinha escutado dela. E de repente ele só falou «tudo o que a minha mãe queria é que eu fosse um homem de bem, e olha o que eu estou fazendo. Vai embora por favor».

Como se sente ter tanta gente da MPB a participar no seu disco?
É uma grande honra ter essas pessoas que eu cresci ouvindo. Em casa ouvia todos eles e tê-los comigo cantando as minhas convicções que também são deles foi para mim uma alegria muito grande. E ter o disco indicado para o Grammy Latino foi uma satisfação muito grande de saber que demos à música religiosa uma qualidade e um destaque que merece.

Como descreve o seu disco?
É um disco brasileiro, como todas as marcas da música brasileira, muito bem executado, com arranjos muito delicados. Quem ouvir o meu disco vai ter contacto com vários ritmos brasileiros.

Está em Portugal para lançar o primeiro livro seu por cá. O que podemos encontrar?
É uma reflexão sobre a qualidade dos relacionamentos. Todo o mundo vive relacionamentos difíceis. É fácil esquecer quem a gente é quando está num relacionamento que não respeita a identidade do outro. É muito fácil em nome de vínculos que consideramos sagrados sermos cruéis com o outro ou com a gente desrespeitando a individualidade.

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Padre Fábio de Melo em Portugal para apresentar livro e disco | © DR

10 comentários

  • Será possível ? Estou a ver bem ?! Não me digam que os comentários da INÊS foram reprovados ?! Abrenúncio !!!!!
    XINÊS | 29.01.2017 | 16.48Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • 25.01.2017 | 10.29Hcomentário reprovado
  • 24.01.2017 | 13.37Hcomentário reprovado
  • 24.01.2017 | 12.53Hcomentário reprovado
  • 24.01.2017 | 12.52Hcomentário reprovado
  • 24.01.2017 | 12.49Hcomentário reprovado
  • 24.01.2017 | 12.47Hcomentário reprovado
  • 24.01.2017 | 12.45Hcomentário reprovado
  • 24.01.2017 | 12.43Hcomentário reprovado
  • 24.01.2017 | 12.42Hcomentário reprovado
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