Consulta Pública

Tuk-Tuk reivindicam mais paragens e mais tolerância

24 | 01 | 2017   11.49H

Estão em consulta pública até ao final de fevereiro e são tudo menos consensuais. Aos olhos dos turistas, os tuk-tuk são uma forma interessante de conhecer Lisboa, havendo roteiros para todos os gostos; para os taxistas estes “roubam” clientes e não respeitam as regras da estrada; e para os condutores e transeuntes, são motivo para trânsito extra e algum barulho.

Patrícia Susano Ferreira | pferreira@destak.pt

Mas o que acham os condutores dos tuk-tuk sobre estas perspetivas e quais as suas reivindicações? O Destak foi diretamente à Baixa lisboeta conhecer a sua realidade. «Mais paragens» é o assunto mais mencionado, uma carência que se torna mais evidente agora no pico da época baixa do turismo, em que há menos passageiros e em que há um «tipo de turista que gasta menos», diz ao Destak o condutor Fernando Reis.

«Falta de tolerância por parte das autoridades» que os impedem de parar ou permanecer algum tempo nos pontos turísticos é possivelmente o segundo tema mais referenciado. «Acontece muitas vezes não haver espaço, sobretudo quando vamos em tour com seis tuks. E às vezes até temos autorização da polícia municipal, mas depois chega a PSP e manda-nos embora», frisa outro motorista.

«Eles param em todo o lado»

Na perspetiva dos taxistas há mais dois aspetos a “criticar”: o facto dos tuk-tuk «pararem em todo o lado, incluindo sítios que são proibidos»; e de não fazerem só trajetos turísticos.«Se lhes pedir para a levarem a Santa Apolónia, eles levam», diz Paulo Gonçalves, taxista em Lisboa há mais de 26 anos.

Em relação ao barulho e ao ambiente já há mudanças a caminho. Até junho, os tuk-tuk têm de se «adaptar à emissão de poluentes zero», ou seja, ser elétricos; e estão já proibidas todas as fontes de poluição sonora.

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Foto: Patrícia Susano Ferreira/Destak
Tuk-Tuk reivindicam mais paragens e mais tolerância | © Patrícia Susano Ferreira/Destak
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