Braga e Lisboa

The Divine Comedy conversaram com o Destak sobre os concertos

31 | 01 | 2017   13.52H

O Destak esteve à conversa com o mentor da banda irlandesa Neil Hannonm, que chega a Portugal para dois concertos em nome próprio. Inseridos na digressão de apresentação do 11º álbum de estúdio, "Foreverland", os espetáculos estão marcados para dia 3 de fevereiro, às 21h, no Theatro Circo Braga e no dia seguinte no Teatro Tivoli BBVA, à mesma hora.

Filipa Estrela | festrela@destak.pt

O mais recente álbum dos The Divine Comedy chama-se Foreverland, é composto por 12 novos temas e vai ser o pretexto de dois concertos em nome próprio no nosso País.

É fácil ser criativo ao 11º álbum? Apesar de ser talvez um bocadinho mais difícil, é cada vez mais fácil escrever canções, porque já escrevemos muitas.

O que o inspira para escrever canções? O ato de escrever canções é inspirador por si só. Eu não preciso que coisas incríveis aconteçam, só preciso que me deixem sozinho. Preciso de paz e da solidão para me inspirar e escrever.

Gosta de escrever sobre que temas? Escrevo sobre qualquer coisa. Escrevo sobretudo sobre o que acontece na minha vida mas também sobre coisas que me interessam como história, política, o mundo e animais.

Todos esses temas depois juntos num álbum acabam por fazer sentido como um todo? Bem, para mim faz, não tenho a certeza se faz sentido para os outros.

Como descreve este 11º álbum, Foreverland a quem tem curiosidade de o ouvir? Eu diria que é uma pop orquestrada. Acho que é boa música, com palavras interessantes e de certa form cool.

É um álbum de esperança sobre amor e relações? Sim sobre tudo isso. É tudo bom. Bem, umas vezes é bom outras vezes é mau, por isso é que é tão interessante. No geral é um álbum optimista. As pessoas têm-me dito que é um álbum feliz, o que é interessante para mim. Porque eu não estava terrivelmente feliz durante a composição de parte do álbum. Mas tudo se resolve no fim.

Não gosta de escrever canções felizes? Não nos dispomos a escrever canções tristes ou felizes. Escrevemos canções e são o que são.

Porquê este nome para o álbum, "Foreverland"? A canção Foreverland é sobre o que sonhamos quando somos novos, sobre como será que a nossa vida vai acabar por ser e sobre o que nos vai fazer feliz. Fala de como é difícil agarrarmo-nos a esse sonho à medida que crescemos. E este tema abraça bem todo o álbum. Pode não ser o que esperávamos mas é igualmente bom. Senão melhor.

Foi assim para si, melhor do que sonhou quando era criança? Sim, foi assim para mim.

Há alguma canção que possa dizer que é a sua preferida? Gosto muito do tema ‘Desperate Man’, porque tem uma grande orquestração que eu gosto muito.

Quando escreve canções não tem medo de se expor um bocado? É o meu trabalho. Mas há sempre um equilíbrio em manter algumas coisas privadas e mostrar outras coisas. Não se quer mostrar demais, não só por ser difícil para nós mas também por ser aborrecido partilhar toda a sua vida com o resto do mundo. As pessoas não querem necessariamente saber. Acham que querem mas não querem.

O que podemos esperar dos espetáculos em Portugal? Vai ser o máximo. Divertido e sério, grande e pequeno. Eu vou vestir-me com roupas estranhas e vocês vão rir. E vão chorar. E vai ser intenso.

Saiba mais sobre:
Foto: DR
The Divine Comedy conversaram com o Destak sobre os concertos | © DR
«O ato de escrever canções é inspirador por si só»
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE