Investigação

Ter menos dinheiro rouba anos de vida

05 | 02 | 2017   10.46H

Um estudo que contou com a colaboração de cidadãos nacionais confirma que as más condições socioeconómicas podem custar dois anos de vida.

Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt

Há muito que o tema está na ordem do dia, alimentado por uma austeridade que, ainda que tenha afetado várias nações, tocou umas mais do que outras. Agora fica a certeza, em forma de avaliação científica, que a pobreza e os baixos níveis de educação estão associados a uma saúde mais pobre e ao risco de uma morte precoce. E devem ser encarados como tal.

A investigação, publicada na revista The Lancet e coordenada pelo Imperial College London, mostra que um estatuto socioeconómico mais baixo tem quase o mesmo impacto na saúde que o tabaco ou um estilo de vida sedentário, estando associado à redução da esperança de vida em 2,1 anos.

A avaliação, feita pela equipa do professor Paolo Vineis, da Escola de Saúde Pública do Imperial College London, teve por base o estudo de 1,7 milhões de pessoas do Reino Unido, França, Suíça, Portugal, Itália, EUA e Austrália. E revela que, quando comparados com os conterrâneos mais saudáveis, as pessoas com um estatuto socioeconómico mais baixo tinham uma probabilidade 46% maior de morrer mais cedo.

Dados que não deixam dúvidas aos autores: este é um indicador que deve ser tido incluído no momento da definição das estratégias nacionais de redução das mortes prematuras. «Tendo em conta o enorme impacto das condições socioeconómicas na saúde, é vital que os governos as aceitem como um dos grandes fatores de risco», confirma Silvia Stringhini, especialista do Lausanne University Hospital.

Foto: Luís Anicento
Ter menos dinheiro rouba anos de vida | © Luís Anicento

3 comentários

  • É caso para perguntar: os que têm muuuito diiiiiinheiro... não morrem? Não! Viram múmias! É só lembrar os Farós, né? Eh Eh Eh Lembram-se de fazer cada estudo e estatísticas! No fundo tem a ver com o mesmo: 'eles' querem reduzir em dois terços (ou mais) a população mundial. Os estudos e as estatícas são para medir como e o que falta reduzir e abater. Somos apenas números.
    Anónimo | 11.02.2017 | 13.03Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • .
    vaitephoder | 05.02.2017 | 13.49Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Alimentação está muito cara , incluindo a fruta e os legumes.
    Inês | 05.02.2017 | 13.44Hver comentário denunciado
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE