CML

Lisboetas lançam petição para travar «a descaracterização da Praça da Alegria»

10 | 02 | 2017   10.31H
Em 2015, a Câmara Municipal de Lisboa procurou saber o que os cidadãos gostavam de ver melhorado na Praça da Alegria. A eliminação de lugares de estacionamento, a criação de esplanadas,um parque infantil e quiosques e a recuperação do Jardim Alfredo Keil foram as principais sugestões, que aliás se enquadram no programa “Uma Praça em cada Bairro” que a autarquia está a implementar.
Patrícia Susano Ferreira | pferreira@destak.pt
Contudo, estas necessidades apontadas pelos lisboetas aparentam estar em choque com as obras que a zona está a sofrer neste momento. A denúncia parte da associação “Amigos da Praça da Alegria e Parque Mayer” que lançou inclusive uma petição online na qual apela à CML para que trave a descaraterização de uma das praças mais antigas da capital. Perante o calendário das obras em curso em dois edifícios e dos acessos a garagens que estão a ser projetados para a Praça da Alegria, a associação garante que é urgente uma tomada de posição, «sob pena de ser impossível ligar os edifícios em subsolo, impedindo a libertação de espaço pedonal e de usufruto público» e a concretização do programa “Uma Praça em cada Bairro”. A associação defende que no lugar desses acessos às garagens deviam estar espaços de utilização coletiva de usufruto e lazer como lojas, esplanadas, zonas pedonais e espaços verdes. «[Queremos] evitar que aPraça da Alegria se descaraterize para se tornar apenas nas traseiras da Avenida da Liberdade», pode ler-se na petição, que acrescenta uma alternativa: a partilha de um sistema de acesso e circulação ao estacionamento através da Rua da Conceição da Glória pelos dois edifícios em questão.
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Foto: dr
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