Boas práticas

Marketing escolar sem regulação

10 | 02 | 2017   11.38H

Criar um Código de Boas Práticas para ções de marketing no interior da escola é um dos objetivos de uma conferência que reúne, em Lisboa, 30 especialistas.

Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt

É a primeira conferência dedicada a este tema no País. E embora nos EUA o assunto seja há muito alvo de debate, na Europa o mesmo não acontece. E em Portugal ainda menos, confirma ao Destak Isabel Farinha, professora do IADE – Universidade Europeia e membro do comité científico da 1ª conferência ‘International Youth Marketing and Media Forum’, um encontro dedicado às questões do marketing infantil em ambiente escolar, uma prática que está por regular no País e para a qual se pretende apresentar agora uma proposta de Código de Boas Práticas.

«Falamos de atividades de marketing e comunicação desenvolvidas no espaço escolar, que resultam de parcerias das escolas e organizações do Estado, agentes do mercado ou instituições da sociedade civil», indica a especialista. Atualmente, fica ao critério de cada diretor escolar a escolha das parcerias. «Mas um código de boas práticas iria funcionar como uma ferramenta de autorregulação para filtrar e validar esses acordos», um modelo que já existe, por exemplo, no Reino Unido.

Até porque, se há ações que as empresas desenvolvem no interior das escolas no âmbito das suas políticas de responsabilidade social, outras há em que as coisas não são bem assim. E apesar de se partir do princípio «que os agrupamentos e as escolas têm a máxima atenção às parcerias feitas», a verdade é que há a necessidade de «uma maior preparação».

É aqui que entra o Código de Boas Práticas, que foi apresentado no decorrer de uma conferência no Campus de Carnide da Universidade Europeia, em Lisboa, e que reúne mais de 30 oradores nacionais e internacionais, aliando professores, estudantes e responsáveis de organizações.

Foto: DR
Marketing escolar sem regulação | © DR
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