Thievery Corporation

Música ao vivo para libertar toxinas

16 | 02 | 2017   19.15H

Dentro do Coliseu dos Recreios não é permitido fumar. Uma proibição que ganha especiais requintes de malvadez se tivermos em conta a intoxicante ambiência jamaicana da maior parte das composições dos Thievery Corporation.

Regressada a palcos nacionais onde já tinham feito tanta gente feliz, a dupla electrónica composta, já lá vão mais de 20 anos, por Rob Garza e Eric Hilton, provou que a sua música esteve muito à frente do seu tempo. E por isso hoje continua a soar-nos intemporal.

Sim, na noite de quarta-feira, a festa fez-se de hits, alguns revistos com nova roupagem, mas também de faixas fresquinhas, do recém-editado álbum The Temple of I & I, canções mais duras sonoramente e de teor vincadamente político, num rap sem papas na língua, a apontar o dedo aos «tempos difíceis» que a América vive. «Não sei se sabem…», comentava um dos seis vocalistas convidados a subir ao palco numa rotatividade democrática. Sim, temos uma vaga ideia… e partilhamos dos vossos receios, como que respondeu em aplausos e apupos a plateia onde, por motivos de segurança, não cabia nem mais uma alma.

Uma hora certinha de concerto, com direito a encore de três temas, funcionou como uma sauna libertadora, quanto mais não fosse porque transpirar também liberta toxinas. Que bem que soube, assim de repente e a meio da semana, aliviar do stress das pequenas chatices do dia a dia. Viajar. Rendermo-nos à tentação e deixar o corpo e a mente fluírem. Não chegou a ritual religioso mas esteve lá perto ou não tivessem alguns fãs rumado a casa com fé de revê-los por cá.

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Foto: Nuno Andrade
Música ao vivo para libertar toxinas | © Nuno Andrade
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