Estudo

Marte vs Vénus na terapia

05 | 03 | 2017   13.06H

Quando sentadas na cadeira dos terapeutas ou psicólogos, as mulheres preferem partilhar os seus sentimentos. Já os homens, procuram uma solução rápida.

Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt

As mulheres são mais emotivas. Estão mais em contacto com os seus sentimentos e gostam mais de os partilhar. Já os homens, nem tanto. Mais do que estereótipos, esta ideia ganha força graças a um novo estudo que confirma: quando sentadas na cadeira dos psicólogos e terapeutas, é falar o que as mulheres preferem, ao contrário dos homens, que desejam uma resolução rápida para os seus problemas.

Katie Holloway, professora na Universidade de Portsmouth, e os colegas inquiriram 20 terapeutas, psicólogos clínicos e psicoterapeutas para tentarem perceber se, de facto, existiam diferenças de género no trabalho realizado. E a resposta foi positiva. De facto, as mulheres procuram alguém que as oiça falar sobre os seus sentimentos, enquanto os homens buscam uma solução rápida.

«Os psicólogos podem ser bem mais eficazes a tratar os homens se as diferenças de género forem tidas em consideração», revela a propósito John Barry, professor da University College de Londres, e outros dos especialistas envolvidos nesta investigação.

O estudo foi apresentado numa conferência da Sociedade Britânica de Psicologia, mas não foi o único a apontar no mesmo sentido. Outro trabalho, realizado por investigadores da Universidade de Northumbria, olhou para o tipo de terapia preferida por quem procura esta forma de ajuda. E, neste grupo, mais homens do que mulheres revelavam uma preferência para terapias que envolvessem a partilha de aconselhamento para os seus problemas e dúvidas.

No caso das mulheres, a preferência destas recaía sobre formas de aconselhamento centrada na discussão de sentimentos e de situações vividas. E, estas mais do que os homens, recorriam à comida em busca de conforto. Já eles, pelo contrário, preferiam o sexo e a pornografia para se sentirem melhor.

Motivos que levam John Barry a deixar o alerta: «Apesar de os homens cometerem mais o suicídio do que as mulheres, estes não procuram tanto ajuda quanto elas. E isto pode ser porque o tipo de tratamentos oferecidos são menos atrativos».

Foto: DR
Marte vs Vénus na terapia | © DR
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