Time Out Market

Estacionamento é o maior tormento do Mercado da Ribeira

06 | 03 | 2017   17.15H
Quando se passa as portas do Mercado da Ribeira entra-se em dois mundos paralelos. De um lado o conceito de restauração que a Time Out desenvolveu há quase três anos com mais de 30 espaços e 500 lugares sentados, ocupados na maioria por turistas; do outro o mercado tradicional.
Patrícia Susano Ferreira | pferreira@destak.pt

Apesar de ser um sucesso dentro e fora de portas e de o resultado da reabilitação deste espaço com 135 anos de história ser reconhecido tanto pelo lado da restauração como dos comerciantes tradicionais, a verdade é que ainda há críticas à implementação do conceito, sobretudo em relação à falta de estacionamento. «Para quê reabilitar os mercados de Lisboa, se depois não lhes [às pessoas] dão estacionamento? Estão a empurrá-los na mesma para os hipermercados», desabafa Rosa Cunha, peixeira no mercado há três décadas.

Esta lacuna também foi confirmada pelo Destak quando visitou o local. O parque coberto estava lotado e até os sítios para descargas estavam ocupados por carros particulares. O facto dos prédios à volta estarem devolutos ou prestes a converterem-se em hostels é outra crítica. Segundo vários vendedores hortícolas, não são turistas que compram num mercado, e os que frequentam a Time Out também não...

Projeto pioneiro no mundo

Pelo contrário, do lado da restauração, clientes é o que não falta, sobretudo estrangeiros. «O facto de este projeto ser ultrapioneiro no mundo inteiro fez com que em dois anos se tenha tornado na atração turística mais visitada em Lisboa, a seguir à Torre de Belém, sendo 95% dos clientes estrangeiros, sobretudo ao almoço», revela Rodrigo Meneses, responsável pela Academia Time Out.

Foto: Patrícia Susano Ferreira/Destak
Estacionamento é o maior tormento do Mercado da Ribeira | © Patrícia Susano Ferreira/Destak
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