Dossiê Mercados

Obras em Benfica arrancam até ao final do ano e estacionamento chega já no verão

20 | 03 | 2017   16.08H
De todos os mercados que já visitámos, o de Benfica foi provavelmente o mais desafiante. Apesar de ser dos mais tradicionais da capital e com mais visitantes – cerca de três mil por dia –, a verdade é que aqui encontrámos alguma resistência dos comerciantes em falarem connosco.
Patrícia Susano Ferreira | pferreira@destak.pt

«Ó menina, eu não quero falar e agora também não tenho tempo...» Esta foi das frases mais ouvidas numa manhã de trabalho atarefado que tão bem carateriza o mercado que fica localizado num bairro com elevada densidade populacional e com oferta para todos os gostos.

Roupa amontoada em bancadas, flores, árvores e plantas distribuídas pelas lojas com ligação para a rua; peixe, fruta e legumes frescos nas bancas do interior; e alguns cafés e talhos nas lojas laterais é uma pequena mostra de tudo o que aqui pode encontrar.

Mas serão tudo maravilhas? Diz – quem aceitou falar, mas sem ser identificado – que não. Faltam obras. «O mercado está velho, precisava de ser requalificado e começam a existir alguns espaços vazios. As vendas não ajudam e há quem não consiga fazer face às despesas», desabafa ao Destak uma vendedora de peixe.

Multas afastam clientes

O estacionamento é outro problema. «Temos muitos clientes que vêm cá e quando saem têm uma multa no carro. Acabam por não voltar», confidencia outra comerciante que está no mercado há um par de décadas. E, realmente, quando chegamos ao espaço, uma das coisas que confirmamos de imediato, além da imponente nave circular que permite reconhecer o mercado, é precisamente uma fila imensa de carrinhas de vendedores que contorna o mercado.

Mas não há apenas falta de lugares, há também alguma oferta retalhista nas imediações do mercado de Benfica, leia-se supermercados, que acabam por levar clientela.

 Obras até ao final do ano

A Junta de Freguesia de Benfica reconhece ao Destak a necessidade «de requalificação estrutural do mercado para se modernizar» e até para se «adaptar à legislação dando melhores condições aos consumidores e comerciantes» e garante estar a finalizar o projeto, esperando que «até ao final do ano se possam iniciar as tão ansiadas e necessárias obras».

A falta de estacionamento é outra questão a ser resolvida, acrescenta a presidente Inês Drummond. «Já garantimos a criação de mais 77 lugares de estacionamento na Estrada A-da-Maia, que estará concluído antes do verão» e a Junta está a «desenvolver parcerias com a CML e privados para criar mais dois parques de estacionamento na zona».

Foto: Patrícia Susano Ferreira/Destak
Obras em Benfica arrancam até ao final do ano e estacionamento chega já no verão | © Patrícia Susano Ferreira/Destak

1 comentário

  • Bom dia Venho por este meio solicitar à divisão de trânsito da CML, a apreciação da sinalização situada no cruzamento da Estrada de Benfica com a Rua Amélia Rey Colaço, em Benfica. Estão de momento a fazer os alcatroamentos da estrada de Benfica ( entre as Portas de Benfica e a Igreja de Benfica) e as respectivas marcações de chão no mesmo. seria uma boa oportunidade para verificar que no fim da Rua Amélia Rey Colaço, existe um sinal de obrigatoriedade de virar à direita, que não tem muita lógica e funcionalidade. Se averiguarem vão observar que muitos automóveis, talvez a maioria, transgride e vira à esquerda. Tem muito mais lógica e utilidade permitir que se vire à esquerda, retirando esse sinal de trânsito, pois não vai obrigar a quem se queira deslocar para o centro de Benfica ou mesmo para o centro de Lisboa, ter que ir dar uma enorme volta totalmente injustificável. Se por ventura, e concordando, deveria ter um sinal de perca de prioridade, ou então melhor um semáforo. Deveriam fiscalizar mais o estacionamento nesse traçado entre a Igreja de Benfica e as Portas de Benfica, pois com as novas marcações na estrada, agora arranjada, vai continuar a estacionar-se em cima dessa marcações. Com os devidos cumprimentos O vosso Munícipe e Freguês de Benfica Paulo Cordeiro
    Paulo de Jesus Calado Cordeiro | 07.12.2018 | 13.15Hdenunciar comentário
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