álbum de estreia

Frances lança o aguardado "Things I’ve Never Said"

21 | 03 | 2017   10.29H

O Destak esteve à conversa com Frances, a autora do grande sucesso "Grow", que acabou por nos desvendar um pouco mais sobre o disco que agora edita.

Filipa Estrela | festrela@destak.pt

Depois de ter editado dois EP, a cantora inglesa lança agora o aguardado álbum de estreia, "Things I’ve Never Said" que já conta com os singles "No Matter" e "Say it Again".

A música sempre fez parte da sua vida? Sim, sem dúvida nenhuma. A minha mãe levou-me a aulas de música quando eu era muito pequenina, e eu adorei. Não só continuei como me deixei ir por esse caminho.

Como é sentir que conseguiu o sucesso no mundo da música, aos 23 anos? Sinto que ainda tenho muito caminho pela frente e tanto para aprender, mas se olhar para trás, até ao ano em que lancei o meu primeiro EP, não imaginava que pudesse estar aqui hoje! Sabia que a minha profissão ia estar relacionada com a música, como professora de piano por exemplo. Mas ser uma artista que grava discos não é algo que muita gente consiga portanto não esperava.

Pode falar dos dois EP que antecederam este álbum? O primeiro EP, Grow tinha essa minha música e mais algumas. Foi muito entusiasmante porque não tinha editado nada e não fazia ideia do que ia acontecer. Seis meses depois lancei Let it Out. Esse EP foi sobre a minha mudança para Londres pela primeira vez. Quando escrevi o primeiro EP ainda estava na universidade e não me tinha mudado. No segundo passei do campo para uma cidade grande, por isso muitas canções são sobre essa mudança.

Estar em Londres mudou tudo? Eu estudava música em Liverpool e a casa dos meus pais onde cresci era a 1h de comboio, por isso nas férias ia até Londres todos os dias, escrevia, encontrava-me com editoras. Chegou setembro e tive de decidir se voltava para Liverpool e continuava os meus estudos ou se me mudava para Londres, porque achava que poderia acontecer qualquer coisa boa. Mudei-me para Londres e mesmo assim consegui acabar o meu curso à distância.

Agora chega o tão ansiado álbum de estreia! Sim, é de loucos! Estou sempre a escrever, por isso tenho centenas de músicas. Achava que nunca iria conseguir escolher quais é que queria no álbum, mas consegui. Algumas simplesmente gostava mais e outras soavam melhor. Escolhi canções que seis meses depois continuava a querer ouvir.

Existe alguma ligação entre as músicas que acabou por escolher? Por acaso o título do álbum acaba por ligar as músicas todas, num mesmo conceito. Foram quase todas escritas quando eu estava na universidade, entre os 18 e os 22.

Começa a compor ao piano ou parte das letras? Muitas vezes começo ao piano, mas recentemente tenho achado melhor começar com as letras, com uma linha melódica ou um título porque assim sei onde estou a ir.

O que a inspira a compor? Basicamente tudo: pessoas que conheci, coisas que me aconteceram, alguma coisa que alguém disse de determinada forma. Pode vir de qualquer lado. Tenho de ser honesta, porque não posso esperar que os outros acreditem no que estou a cantar se eu não acreditar.

Não tem medo de partilhar os seus sentimentos? Não! Porque podemos sempre esconder-nos atrás da canção.

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Frances lança o aguardado "Things I’ve Never Said" | © DR
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