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José Vieira, o cineasta da emigração portuguesa para França

02 | 04 | 2017   10.46H

O cineasta José Vieira tem dedicado a sua filmografia à emigração portuguesa para França, foi pioneiro no retrato dos que fugiram "a salto", quebrou silêncios sobre a história dos que, nos anos 1960/70 foram parar aos "bidonvilles".

"É a minha vida, foi a minha vida, simplesmente por isso, simplesmente mostrar por onde a gente passou. Quer dizer, é a minha vida e a de milhares de pessoas. Acho que disse no [documentário] 'Fotografia Rasgada' que 'é procurando as nossas histórias na memória dos outros que se constrói uma memória coletiva', e acho que foi assim que eu trabalhei sempre", disse à agência Lusa o realizador de 59 anos.

Licenciado em Sociologia, José Vieira aprendeu a filmar no terreno e entrou no mundo do documentário como "uma forma de militância", porque se apercebeu de que as pessoas com quem se manifestava nas ruas "não conheciam a história da emigração portuguesa" e, no princípio dos anos de 1980, "não havia praticamente nenhum filme" sobre o tema, exceto "O Salto" (1967), de Christian de Chalonge.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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