"10.000 anos Depois Entre Vénus e Marte"

José Cid apresenta álbum ao vivo em Lisboa e Porto

18 | 04 | 2017   14.17H

O primeiro álbum de rock espacial português, criado por José Cid e baseado na ficção cientifica foi considerado pela revista Billboard como um dos melhores 100 discos de Rock Progressivo do mundo.

Filipa Estrela | festrela@destak.pt

No ano da edição em disco e DVD do espetáculo "10.000 anos Depois Entre Vénus e Marte", José Cid volta a apresentar ao vivo a obra que lhe valeu a internacionalização. Os concertos são dia 1 de maio na Aula Magna, em Lisboa e dia 6 de maio na Casa da Música, no Porto.

Aos 75 anos como olha para trás, para a sua carreira?
Eu ainda não percebi que tenho 75 anos, começa já por aí! E o meu próximo álbum vem provar que estou mais jovem que pelo menos 50% dos jovens portugueses! Seja como for não olho muito para trás. Fiz o que fiz e o que saiu saiu, o que não saiu não saiu. Nunca seleccionei muito o que fazia. Daí ser muito camaleão e a minha obra é muito camaleónica.

Já que falou no seu próximo disco, desvenda-nos um pouco sobre ele.
Chama-se "Clube dos Corações Solitários do Capitão Cid". É um álbum basicamente de canções, que fui escrevendo. Não é muito beatliano, embora tenha uma canção dedicada aos Beatles. Foram inspirações de vários momentos, não tem uma linha certinha de composições. Há muitos músicos que participam no álbum, como sempre há muita variedade. Tem um dueto com o Tozé Brito, tem uma música dedicada aos Capitão Fausto. Eles dedicaram-me uma música no primeiro álbum e eu fiz uma música que é a "Banda dos Capitão Fausto".

Para quando está prevista a edição?
O álbum dentro de dois meses está pronto mas só estará para venda ao público em setembro. Entretanto há dois temas que já passam na rádio.

Agora falando do seu mítico álbum "10.000 anos depois entre Vénus e Marte", o que representa para si?
É um álbum que acreditei muito que queria fazer, mas quando gravei o álbum também não era para ser muito divulgado em Portugal. O álbum é descobert, vinte anos depois nos Estados Unidos e aí explode a nível mundial.

Esse trabalho está prestes a ser editado, também em DVD?
Exatamente. Eu tenho esse álbum pronto em DVD, vinil e CD áudio, que é uma edição de luxo, limitada. Já está à venda no facebook. Abrimos uma página só para isso, quase todo em inglês, porque este é um álbum mundial que está nomeado como um dos cinco melhores do mundo pela Sputnik Music UK e também teve uma nomeação entre os cem melhores, no século passado. Sinceramente, não é por seu meu, acho que este álbum além da qualidade que têm os grandes álbuns progressivos e sinfónicos mundiais, tem uma coisa que é diferente: é concetual do princípio ao fim.

Qual é o conceito?
Este espectáculo tem uma história. História essa que as pessoas acompanham do princípio ao fim do concerto. O que fizemos na Casa da Música há dois anos foi absolutamente tecnicamente perfeito, com a projeção da parte gráfica por trás. Enquanto tocamos a história vai sendo contada. Estamos a falar de um dos melhores álbuns do mundo e é em português. Vão ver a mãe do rock português! É um álbum que eu adoro!

Lembra-se bem do que lhe passava pela cabeça em 1978 quando compôs este álbum?
Lembro-me do enorme conflito nuclear que havia entre os Estados Unidos e a União Soviética, que poderia ter despoletando uma terceira guerra mundial que é exatamente o que acontece na descrição deste álbum.

O que é que o público pode esperar em palco?
Vamos tocar no dia 1 em Lisboa e dia 6 no Porto. Vamos fazer em duas partes. A primeira parte será rock sinfónico de temas antigos e alguns temas novos do próximo álbum de rock sinfónico "Vozes do Além". E depois sim arrancamos na integra e num take único "10.000 anos depois entre Vénus e Marte".

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José Cid apresenta álbum ao vivo em Lisboa e Porto | © DR
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