Saúde

UE quer limitar opiáceo mortal

05 | 07 | 2017   23.27H
Furanilfentanil foi associado a 23 mortes, além de 11 intoxicações. É da família de substância já controlada.
João Moniz | jmoniz@destak.pt

Deveria ser apenas utilizado para pesquisa e investigação química, mas tem ido parar ao mercado ilícito, sendo usado como uma droga.

Por isso, e depois de o furanilfentanil ter sido detetado em 16 Estados-membros, a Comissão Europeia propôs ontem que passe a estar sujeito a medidas restritivas.

Cinco países reportaram 23 mortes associadas a esta substância, que foi mesmo a principal causa de óbito em dez dessas situações. Foram ainda reportadas 11 intoxicações não fatais.

A Comissão afasta, mediante os dados conhecidos até à data, qualquer ligação a redes criminosas. O problema é que o furanilfentanil é facilmente comprado na Internet, quer como pó, quer como spray nasal.

Este opiáceo sintético é muito semelhante ao fentanil, substância que, apesar de ser muito utilizada na medicina como anestésico geral em cirurgias e analgésico, é alvo de controlo. Situação que reforça a vontade da Comissão em restringir esta variação.

Como o Destak noticiou anteriormente, o surgimento galopante de novas substâncias psicoativas foi alvo de alerta no Relatório Europeu Sobre Drogas publicado há um mês.

Entre elas estão os opiáceos sintéticos (9 “novidades” notificadas em 2016), nomeadamente oito novos fentanis, «substâncias muito potentes que constituem uma séria ameaça para a saúde individual e pública».

Foto: 123RF
UE quer limitar opiáceo mortal | © 123RF
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