PUBLICIDADE
Estreito de Gibraltar

Nuno Vicente vai tentar travessia dupla

27 | 05 | 2009   11.53H

“Já foram feitas cinco travessias deste género, sem fato isotérmico, e eu parto sem objectivos de tempo. Quero ser o sexto nadador a consegui-la e o primeiro português”, disse hoje à Agência Lusa o nadador do Clube de Natação de Torres Novas, acrescentando que será a travessia mais longa que já tentou.

Depois da travessia da Mancha, que concluiu em 11:36 horas, o nadador torrejano, de 30 anos, equipara a dificuldade da travessia dupla do Estreito de Gibraltar à aventura de 2008: “a distância da travessia é praticamente metade da Mancha, cerca de 18,5 quilómetros, mas este desafio duplo coloca-se no mesmo patamar e é ainda mais longo”.

Com o apoio do clube e da Câmara Municipal de Torres Novas, Nuno Vicente antevê encontrar, na travessia dupla entre a península de Tarifa e a costa marroquina, “correntes muito fortes, devido à diferença de temperatura e salinidade do Atlântico para o Mediterrâneo, mas também mais fauna e tráfego marítimo”.

A travessia dupla no Estreito de Gibraltar é inédita entre nadadores portugueses, havendo apenas o registo de cinco tentativas bem sucedidas sem recurso a fatos isotérmicos, cujo melhor tempo está na posse do espanhol Mateo Campos (07:55, em 2006).

A espanhola Maria Luísa Sanchez foi pioneira na travessia dupla, em 1990, alcançando um tempo de 10:58 horas, seguindo-se as marcas do argentino Gustavo Oriozabala (13:42, em 1994), do espanhol Pieter Anderica (09:59, em 2005) e do checo David Cech (08:49, em 2008).

Já a travessia simples, entre o continente europeu e africano, que o português Miguel Arrobas tentará entre 12 e 20 de Junho, foi concretizada por Baptista Pereira, em 05:04 horas e 04:34.06 horas, em 1953 e 1956, respectivamente, e José de Freitas, em 1962, com o tempo de 3:04 horas, que estabeleceram os recordes da travessia.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE