Consumo

‘Cash advance’ pode ser um mau negócio

06 | 12 | 2017   23.08H
O chamado ‘dinheiro de emergência’, conseguido mediante um adiantamento feito através do cartão de crédito, tem custos que tendem a ser desvalorizados.
João Moniz | jmoniz@destak.pt

Por vezes existem motivos que levam os portugueses a recorrer ao cash advance, como é o caso de despesas imprevistas durante as épocas festivas. Sendo uma opção que permite conseguir dinheiro rapidamente face a situações de emergência, os consumidores devem estar conscientes de que esta solução implica o pagamento de algumas taxas e impostos.

O levantamento a crédito – seja por transferência da conta a crédito para a conta a débido ou através do multibanco – «representa custos acrescidos para os consumidores. Ora, muitos portugueses desconhecem este facto e, ao invés de fazerem o pagamento das suas compras diretamente com o cartão – evitando pagar taxas adicionais –, optam erradamente) por levantar no multibanco, explica Sérgio Pereira, do ComparaJá.pt.

Caso o consumidor deseje efetivamente utilizar o cash advance do cartão de crédito, o especialista aconselha a «levantar um valor mais elevado ao invés de ir fazendo levantamentos mais pequenos, de forma a evitar pagar demasiado em comissões fixas». A equipa do ComparaJá.pt compilou em exclusivo para o Destak os custos totais de adiantar dinheiro por esta via, quer dentro como fora da União Europeia.

Nas 12 opções disponíveis, que pode consultar em baixo, a despesa para levantar 100€ varia entre os 8,83€ e os 13,25€ no espaço comunitário. No resto do Mundo fica mais caro, indo dos 11,53€ aos 15,35€.

Independentemente do valor que se levanta, existe sempre uma comissão fixa, variando apenas as restantes taxas consoante o montante pretendido. O consumidor terá de suportar, dependendo do banco ou instituição financeira, uma comissão de processamento internacional, uma comissão de levantamento a crédito, uma taxa de conversão e uma comissão de serviço interbancário. Por fim, a cada um destes valores soma-se o Imposto de Selo, atualmente de 4%.

CUSTO DE LEVANTAR 100€ POR INSTITUIÇÃO BANCÁRIA

BPI 11€ (dentro da UE) 13,70€ (resto do Mundo)

Montepio 8,83€ (dentro da UE) 11,53€ (resto do Mundo)

Cofidis 10,50€ (dentro da UE) 13,50€ (resto do Mundo)

Cetelem 10,85€ (dentro da UE) 14,15€ (resto do Mundo)

Banco CTT 10,85€ (dentro da UE) 14,15€ (resto do Mundo)

Bankinter 10,98€ (dentro da UE) 13,68€ (resto do Mundo)

Crédito Agrícola 10,75€ (dentro da UE) 12,95€ (resto do Mundo)

Wizink 11,74€ (dentro da UE) 14,74€ (resto do Mundo)

Millennium BCP 12€ (dentro da UE) 15€ (resto do Mundo)

Santander Totta 12€ (dentro da UE) 15€ (resto do Mundo)

Caixa Geral de Depósitos 12,25€ (dentro da UE) 15,25€ (resto do Mundo)

Novo Banco 13,25€ (dentro da UE) 15,35€ (resto do Mundo)

Foto: © Miguel Pereira da Silva/CM
‘Cash advance’ pode ser um mau negócio | © © Miguel Pereira da Silva/CM
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