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Dois sítios arqueológicos no estuário do Tejo carecem "urgentemente de investigação"

10 | 12 | 2017   11.13H

Dois sítios arqueológicos subaquáticos, no estuário do rio Tejo, frente ao ilhéu do Bugio, "demonstram possuir forte interesse patrimonial histórico-arqueológico, carecendo urgentemente de investigação", segundo um artigo publicado na revista de arqueologia Almadan.

"Não é descabido dizer-se que estes achados não constituem qualquer surpresa. Com efeito, a barra do porto de Lisboa deverá ser um dos locais mais perigosos da costa portuguesa, pelas condições exigentes de marinharia que exige a sua franquia, especialmente com embarcações à vela de alto bordo", afirmam os autores do artigo, entre os quais o arqueólogo subaquático Alexandre Monteiro, da Universidade Nova de Lisboa (UNL).

"Ambos os sítios demonstram possuir forte interesse patrimonial histórico-arqueológico, carecendo urgentemente de investigação preliminar básica capaz de aclarar a sua extensão e expressão", realçam os autores, que apontam, em termos de cronologia, tratar-se de um naufrágio dos séculos XVII ou XVIII, num dos locais, catalogado como "Tejo A" e, o outro, catalogado como "Tejo B", um naufrágio do "período Moderno" (século XV a XVIII).

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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