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Agricultores do norte do Vale do Tejo enfrentam pluviosidade "preocupantemente" baixa

23 | 02 | 2018   18.20H

Os produtores do norte do Vale do Tejo estão a adotar sistemas mais eficientes de rega e variedades de culturas de ciclo mais curto para enfrentar a escassez de água num ano em que a pluviosidade está "preocupantemente" abaixo da média.

Mário Antunes, vice-presidente da Agrotejo - União Agrícola do Norte do Vale do Tejo, disse à Lusa que a zona, que se estende de Abrantes a Almeirim (no distrito de Santarém), tem uma média anual de 800 milímetros de pluviosidade e este ano está com 200 milímetros, situação já de si preocupante, mas a que acresce o facto de 2017 e 2016 terem ficado igualmente abaixo dessa média (500 e 600 milímetros, respetivamente).

"Se compararmos os dados dos últimos 10 anos com o que tem acontecido nos últimos dois, três anos, estamos claramente num período de decréscimo da pluviosidade anual, [o que] nos deixa apreensivos relativamente aos recursos hídricos subterrâneos disponíveis para o setor agrícola", declarou.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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