Evento desportivo

Guia prático para viver o Mundial na Rússia

10 | 05 | 2018   22.55H
A competição futebolística mais esperada do ano está quase aí e, com a ajuda de especialistas locais, a AirHelp preparou várias dicas para tornar a experiência dos viajantes menos dispendiosa e mais segura.
João Moniz | jmoniz@destak.pt

Um Mundial de futebol é um evento único, assumindo--se como uma experiência enriquecedora mesmo para quem não tem bilhetes para os jogos propriamente ditos. Se é o feliz dono de um ingresso ou se está a pensar apenas aproveitar o evento como desculpa para visitar um país que vai estar mais recetivo do que o habitual, o Destak deixa-lhe algumas precauções sugeridas pela empresa especializada na defesa dos direitos dos passageiros aéreos.

Quem se desloca de avião durante a competição deve comparecer nos aeroportos pelo menos três horas antes do horário de partida, pois as autoridades russas vão realizar dois controlos de segurança: um na entrada e outro após o check-in. «Perder o voo devido a filas de controlo de segurança não dá direito a compensações por parte das companhias aéreas», explica Eugene Lonski, country manager da AirHelp na Rússia.

Deverá ter sempre uma cópia impressa do cartão de embarque, pois as versões eletrónicas não são permitidas. Do mesmo modo, é indispensável andar sempre com o passaporte, que será necessário em várias situações desde a compra de um bilhete para transportes à realização de operações de câmbio, passando pela entrada no estádio.

As companhias low cost são uma boa opção, mas são muito rígidas quanto à bagagem de mão. Os voos para a Rússia provenientes da União Europeia (UE), bem como aqueles que partam de solo russo operados por uma companhia europeia, têm de cumprir o regulamento de compensações em caso de atrasos ou cancelamentos.

Os comboios são uma boa opção para viajar entre cidades. Há um serviço de alta velocidade que liga Moscovo a São Petersburgo e outro que liga a capital a Níjni Novgorod, outra sede dos jogos. Depois há as ligações regulares (mas mais lentas) a outras cidades, com os bilhetes disponíveis na Russian Railways.

Mandar parar um táxi na rua ou apanhá-lo perto de aeroportos ou estações pode acarretar taxas exorbitantes. O melhor é usar aplicações como Uber, Yandex Taxi ou Rutaxi, até porque estas permitem rastrear o percurso, o que garante maior segurança. A partilha de carro é outra possibilidade acessível: o BlaBlaCar é o serviço mais popular na Rússia, mas não é garantido que os utentes falem inglês.

E depois há os outros transportes públicos. Um cartão de viagens recarregável – chama-se Troika... – facilita a utilização do metro, dos elétricos e dos autocarros. Estes últimos são o meio mais barato, mas é mesmo aconselhável a compra antecipada dos bilhetes.

A ideia do quanto mais cedo melhor também se aplica ao alojamento, até porque algumas cidades já apresentam pouca oferta. Para beneficiar de preços mais baixos, deve optar por hostels, os quais podem ser encontrados em booking.com e outras plataformas do género.

A qualidade é aceitável e o staff é educado e fala inglês. É igualmente preferível optar por locais nas proximidades das cidades anfitriãs para evitar os preços bastante inflacionados, como é habitual nestas provas.

Adquirir um cartão SIM local é uma forma de evitar custos excessivos de roaming, pois a Rússia não pertence à UE. O Wi-Fi é, obviamente, a solução mais económica. Atenção que é necessário fornecer o número de telefone para aceder a uma rede pública – é um procedimento normal, pois na Rússia não é permitido ‘navegar’ de forma incógnita.

Um bom truque é ter apps que funcionem offline, nomeadamente as de mapas e de tradução, pois a perceção do inglês varia de cidade para cidade.

Foto: © Andrew Shiva
Guia prático para viver o Mundial na Rússia | © © Andrew Shiva
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