Entrevista a Agir

«Não consigo estar quieto»

10 | 05 | 2018   22.59H
Com lançamento do seu terceiro e muito aguardado álbum, “No Fame”, apenas fica uma interrogação: será Agir a maior estrela do atual firmamento pop português?
Destak | destak@destak.pt

Fala-me um pouco deste teu novo “No Fame”? Porquê este título?

Acho que é um disco que revela um sentimento de não renegar nada do que me tem acontecido no que toca a fama e celebridade, mas realmente mostrar que essas não são as prioridades. A prioridade é continuar a fazer música, é continuar a fazer o que me dá realmente gozo. Tudo o resto, vem por acréscimo. Fama e celebridade não são objectivos, são consequências.

Desde há muito que produzes e compões a um ritmo assinalável e dás a ideia que és um “rato” de estúdio? Confirmas?

Sempre fui assim. Eu primeiro faço e só depois tento perceber o que é que a coisa vale: se é para usar, para não usar… há coisas que até ficam pelo caminho e acabam por ir para outros colegas de profissão. Não consigo estar quieto. Até uso um adaptador para ligar o PC no carro e seguir na estrada a produzir. Este disco também foi muito produzido na estrada.

És um artista que já começou nas lides musicais nesta era da internet e fazes um belíssimo uso das redes sociais na promoção e divulgação do teu trabalho. Achas que os meandros musicais estão mais democráticos hoje em dia?

Completamente. Acho que hoje a única coisa que te pode impedir de fazer música são desculpas. Já tive músicas que rebentaram na net e que foram gravadas em casa, literalmente, com um microfone do chinês de 10 euros. Acho que hoje em dia é mesmo uma questão de ter vontade e arregaçar as mangas para fazer coisas.

Pequena provocação: tu sempre te orgulhaste de ser independente. Como surgiu a oportunidade de entrares na Universal Music?

Eu sempre fui independente, mas nunca tive aquela postura de achar que quem faz de outra forma está errado. Sou de arregaçar as mangas: se não vai para a esquerda, vai para a direita. Além disso, sou daqueles que quando quer uma coisa, quer agora. Não consigo esperar. Mas isto não tem nada que ver com ser contra as grandes editoras. Nunca fechei portas. Na minha carreira as coisas foram acontecendo naturalmente.

Foto: © Destak
«Não consigo estar quieto» | © © Destak

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