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Bruxelas avisa que novos apoios à banca podem vir a prejudicar contas dos próximos anos

23 | 05 | 2018   13.35H

A Comissão Europeia adverte que o Governo português não está a considerar novos apoios à banca que possam aumentar o défice nos próximos anos e que as medidas que suportam as metas orçamentais até 2022 não estão devidamente especificadas.

Nas recomendações específicas dirigidas a Portugal, divulgadas hoje, a Comissão Europeia recorda que no Programa de Estabilidade 2018-2022 está previsto uma redução do défice para 0,7% este ano e para 0,2% em 2019 (último ano da legislatura) e um excedente orçamental que subirá até aos 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021.

"Esses planos não incluem o potencial efeito de aumento do défice de medidas de apoio à banca a partir de 2019", avisa a Comissão Europeia, sendo que, para este ano, o Governo já contabilizou, como medida extraordinária, o empréstimo de 792 milhões de euros ao Fundo de Resolução (que correspondem a cerca de 0,4% do PIB), para recapitalização do Novo Banco.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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