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Negócios e desavenças entre mesquitas antecederam dia sangrento em Moçambique

22 | 06 | 2018   05.00H

Salimo Chingu, 52 anos, chefe tradicional de Monjane, mostra à Lusa os locais da aldeia onde foram encontrados os corpos de cinco residentes numa das noites mais sangrentas da vaga de violência em locais isolados do norte de Moçambique.

Os dez homicídios em Nangamede e Monjane, a 27 de maio, incluíram decapitações numa ação atribuída a um grupo de alegada raiz islâmica, o mesmo que, através de diferentes células, se suspeita estar por detrás dos outros ataques a aldeias remotas da província de Cabo Delgado que têm acontecido desde outubro de 2017 - após um cerco inicial de dois dias à vila de Mocímboa da Praia que resultou na invasão de postos de polícia e no homicídio de dois agentes.

As incursões desde o último domingo de maio até hoje já provocaram entre 35 a 40 mortos, segundo informações oficiais das autoridades e testemunhos da população à Lusa.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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