Festival de música

Como foi o primeiro dia do Rock in Rio Lisboa

24 | 06 | 2018   01.53H
O Destak esteve este sábado no Parque da Bela Vista e conta-lhe não só o que ouviu, mas sobretudo o que viu. Ao estilo de um diário.
João Moniz | jmoniz@destak.pt

16h20

Chegámos ao Rock in Rio pouco depois das 4 da tarde. As portas abriram ao meio-dia, mas o Bélgica-Tunísia para o Mundial (5-2 para os belgas) e a Assembleia-Geral destituitiva no Sporting fizeram com que viéssemos mais tarde. Aliás, no Metro cruzámo-nos com alguns sócios dos leões que iam para a Meo Arena.

Optámos por vir neste transporte público para evitar cortes de trânsito e não perder tempo à procura de sítio para parar o carro. Estacionámos, antes, na Rua Latino Coelho e apanhámos a Linha Vermelha precisamente na sua estação terminal, São Sebastião. Foram quatro estações até sair na Bela Vista. Aconselhamos a comprar o bilhete de ida e volta para não perder tempo à noite quando regressar a casa.

16h30

Com a antecipação da hora de abertura, entrar no recinto ao longo da tarde é fácil. As filas começam depois. Sobretudo para o merchandising mais concorrido. É o caso da Vodafone, com muita procura pelos sofás insufláveis. Dão muito jeito para sentar-se à sombra ou para ir esperar pelo concerto favorito nas primeiras filas.

Agência Abreu, Pepe Jeans (onde pode receber uma bolsa de ganga e gravá-la com uma inscrição à sua escolha) e Havaianas foram outros stands onde notámos maior procura. Mas trata-se de uma tendência, não de uma regra.

16h40

Na parte mais alta do Parque da Bela Vista está montado o "estádio" da Sport TV. Tem lá um ecrã de tamanho simpático onde dá para acompanhar os jogos do Mundial. Ainda por cima o que não falta é sombra. Vimos ainda uns minutos do Coreia do Sul-México (o portista Herrera e companhia venceram por 2-1).

16h45

Chegámos à Roda Gigante. Tal como no Slide, notámos que são mais as pessoas que vão para a fila no momento, sem utilizar o smart check-in que a Vodafone lançou este ano e que permite agendar uma hora para utilizar as diversões, não tendo que esperar na fila (as pessoas registadas têm sempre prioridade sobre quem está na fila momentânea - por outro lado, o registo só pode ser feito perto da atração, para ter a certeza que a pessoa não vai desperdiçar a vaga).

Registaram-se alguns problemas com a definição do perímetro no sistema IoS - alguns utilizadores apareciam como estando fora do recinto - mas a situação foi resolvida à tarde e, até às 22h30, a Vodafone tinha registo de 2067 pessoas que tinham andado na Roda Gigante com recurso a esta 'app'.

17h

Está muito calor na Bela Vista. Felizmente não é preciso andar muito para encontrar quiosques a vender bebidas, nem esperar muito tempo para nos cruzarmos com um "mochileiro" - há para cerveja, água e água de coco, que nos apercebêssemos.

Os preços na restauração não variam assim tanto. O menú mais barato que encontrámos para comer está a 8€. Um copo de cerveja de 25 centilitros ou uma garrafa de água de 50 centilitros estão a 2€. Também há fatias de pizza a 3€ ou um wrapp vegetariano a 5,5€. Um saco de batatas fritas custa 1€.

Destaque-se que os cartazes a pedir para não dar bebidas alcoólicas a menores de 18 anos são bem visíveis. Só não vê - e não cumpre - quem não quer. Como não julgamos ninguém, se precisar também pode comprar tabaco em bancas próprias. Boa parte dos espaços de restauração têm a vantagem de ter a música do palco da EDP Rock Street África logo ali ao lado.

17h15

São muitas as marcas presentes, algumas a prestar serviços no local. Pode fazer uma tattoo (há modelos fixos como claves de sol ou notas musicais que vão dos 30 aos 50 euros). Também há barbeiro e cabeleireiro, onde pode fazer umas madeixas para o dia, por exemplo.

17h30

Os mais destemidos podem arriscar a parede de escalada. Os fãs da tecnologia podem tentar ganhar um telemóvel topo de gama. Basta participar no Vodafone Rock Out. É um jogo de realidade aumentada, tipo caça ao Pokémon, em que é preciso encontrar 40 códigos. Há mais prémios e basta descarregar a 'app' para participar.

17h45

A caminho da Worten Game Ring, onde pode jogar Nintendo Switch e PS4 e assistir a torneios de videojogos, um espaço com controlo à entrada para assegurar que não é ultrapassada a capacidade de segurança (250 pessoas), passámos pelo Super Bock Digital Stage. Este palco conta com espetáculos de comédia e não só (batalhas de lip sync, por exemplo).

17h50

Uma nota para as casas de banho. A esta hora estão mais do que aceitáveis (mas só vimos a dos homens...)

18h20

Viemos espreitar o concerto de Diogo Piçarra. O cantor português corresponde às expetativas. Por esta hora canta com Anavitoria. O duo sobe ao palco para cantar "Trevo", poucos minutos depois de terem dado um concerto em nome próprio no Music Valley. O show de Diogo Piçarra também fica marcado por uma homenagem a Zé Pedro, com uma interpretação de "Homem do Leme".

18h45

Além de piscina, as Somersby Pool Parties têm vista privilegiada para o Music Valley. A entrada depende de um passatempo realizado pela marca.

18h50

Do outro lado da encosta está um "mini-hospital". É um espaço mais pequeno em comparação com as principais instalações médicas, mais próximas da entrada principal, que vão prestar assistência a quem dela precisar durante o festival.

19h

Começa o concerto de Carolina Deslandes. Com nove músicos em palco, incluindo um quinteto de cordas (um desses elementos também toca clarinete), a artista fala e canta sempre num tom intimista. Explica como "A Vida Toda" relançou a sua carreira, homenageia o falecido avô Zétó com "Angel", e faz um tributo aos Xutos&Pontapés, a banda responsável por querer subir a um palco, com uma versão acústica de "Circo de Feras".

20h

Esta é a hora a que muitos vão jantar. Este ano há a possibilidade do Time Out Market. Há menús a partir de 12 euros, com ligeiras adaptações nos pratos face ao que se pode encontrar no Mercado da Ribeira. Pelo menos é o que disseram ao Destak mais do que um dos 14 espaços presentes. Há cerca de 400 lugares sentados, mas não é garantido que arranje um. Vai depender da hora.

20h20

Já se nota mais algum público no palco principal com Haim - afinal de contas a hora de Bastille e Muse aproxima-se. Mas a "casa" ainda só está cheia até ao "1º anel". O público ainda está muito disperso. Bumba na Fofinha e Wuant, no Digital Stage por exemplo, estão a rebentar pelas costuras.

20h30

O espaço para pessoas com mobilidade reduzida, preparada pela Santa Casa da Misericórida de Lisboa, tem uma vista consentânea com a sua missão. A tribuna está localizada no flanco esquerdo do recinto, numa zona avançada.

A área VIP, como já é habitual, fica de frente para o palco, mas tão longe que só de binóculos se consegue distinguir quem está no palco. Nada que os ecrãs gigantes não ajudem a resolver.

20h40

Quem tem bilhete de fim de semana, deve apressar-se a trocá-lo pela respetiva pulseira. A fila é constante e, nalgumas horas do dia, chega a ter uns bons metros.

21h15

Bastille são pontuais, mas o concerto começa com um lamento do vocalista Dan Smith: «desculpa, o meu português é uma m....!" Vai falando em inglês ao longo do concerto, não só para homenagear a moldura humana, mas também para enviar alguns recados políticos: "f... Trump".

Por mais do que uma vez, Smith assume que estão ali para "aquecer" o público para Muse, mas a banda de rock alternativa inglesa fez muito mais do que isso. E terão saído de Lisboa com mais uns quantos fãs. 'Pompeii' fechou a atuação em beleza, mas uma versão de 'The Rhythm of the Night', um clássico dos anos 90, vai ficar na memória

22h25

Logo após o fim do concerto de Bastille, o aguardado espetáculo de fogo de artifício.

22h40 A noite está agradável. Muitos daqueles que precaveram-se para o fresco ainda andam com os agasalhos presos à cintura. E o sobe e desce da colina para ir buscar bebidas continua.

23h10

Já com alguns fãs a ficar impacientes com a espera, os Muse sobem ao palco e não perdem tempo: "partem a loiça toda". Os britânicos são velhos conhecidos de Portugal, mas não deixa de ser impressionante como a cada atuação mostram o mesmo entusiasmo de sempre. À parte duas canções novas do próximo álbum, hora e meia de música trouxeram os clássicos que todos esperavam, mas com uma "pedalada" revigorante.

O vídeo e o jogo de luzes ajudaram, com um 'cheirinho' do que o novo Palco Mundo poderá permitir em futuras edições, quando as suas potencialidades foram exploradas. E diga-se que as habituais bolas saltitonas também ajudaram, bem como os confettis já perto do fim do espetáculo, para a apoteose ser total. Perfeito para quem gosta de rock. E parecem ser muitos, a avaliar pela amostra de uma Bela Vista cheia.

0h50

Ficámos a saber a esta hora que, naquele que era o outro assunto do dia, Bruno de Carvalho já não é presidente do Sporting. Já agora, no que toca ao essencial da agenda mediática, o Presidente da República voltou a Lisboa ao fim da tarde, depois de ter desmaiado no Bom Jesus. No hospital de Braga foi-lhe diagnosticada uma gastroenterite aguda. A restante agenda para o fim de semana foi cancelada.

1h10

Chegamos à estação de metro da Bela Vista. Na entrada mais próxima do parque da Bela Vista, na Avenida Dr. Teixeira da Mota, a fila começa na rua. Se conseguir, vá até ao acesso da Av. do Santo Condestável. Entrámos sem problemas e seguimos viagem - lá está, tínhamos comprado bilhete de ida e volta.

1h25

Quinte minutos depois, estamos no carro a caminho de casa. Diz que este domingo (só para quem tem ingresso), e no final da próxima semana (sexta e sábado ainda tem bilhetes à venda), há mais.

1 comentário

  • Vou no fim de semana ver katy Perry.
    Vanessa | 27.06.2018 | 08.35Hdenunciar comentário
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