Mundial

Portugal é vítima dos ‘tomba-gigantes’

04 | 07 | 2018   00.25H
Entre o top10 da FIFA, 6 seleções já foram eliminadas e 1 nem se tinha apurado para a fase final. Quartos de final dominados por equipas de 2ª e 3ª linha.
João Moniz | jmoniz@destak.pt

Considerada a festa do futebol, a Taça de Portugal tem como uma das suas maiores atrações a frequência com que equipas tidas como inferiores eliminam adversários mais categorizados. Pois bem, os chamados ‘tomba-gigantes’ atacaram em força na Rússia, uma tendência que até se poderá acentuar em 2026 (ver texto em baixo).

Os rankings valem o que valem e o da FIFA não é exceção. Mas, até por incluir todos os jogos disputados, não deixa de ser um indicador do poderio de cada seleção. A listagem da associação que rege o futebol mundial tem nos lugares cimeiros equipas que historicamente dominam a modalidade (Alemanha, Brasil e Argentina) e outras que ganharam terreno recentemente (Portugal e Bélgica).

A representatividade do ranking sai reforçada, daí que seja das primeiras coisas que os adeptos consultam aquando dos sorteios para saber o grau de dificuldade dos adversários. Só que esse exercício saiu ‘furado’.

Brasil (2º lugar do ranking), Bélgica (3º) e França (7º) são os 3 representantes do top10 da FIFA nos quartos de final, quando na teoria seria expectável que fossem 8. As seleções de Portugal (4º), Argentina (5º), Suíça (6º) e Espanha (10º) foram eliminadas nos oitavos de final, todas elas por equipas em pior posição, enquanto Alemanha (1º) e Polónia (8º) não passaram da fase de grupos. O Chile (9º) nem se qualificou para a fase final.

É caso para se dizer que esta prova está a ser dominada, no que toca à quantidade, por seleções de 2ª linha, como Inglaterra (12º) e Uruguai (14º), e de 3ª, como Croácia (20º) e Suécia (24º). A Rússia (70ª posição) capitaliza o facto de jogar em casa.

ALARGAMENTO PODE POTENCIAR AS SURPRESAS

Aquando do alargamento do Europeu para 24 equipas, muito se discutiu sobre o risco de a qualidade do torneio deteriorar-se. Mas aconteceu o contrário, com seleções como a Islândia a surpreenderem, multiplicando a emoção dos jogos em França.

O presidente da FIFA apontou recentemente o exemplo dessa prova em 2016 para defender o alargamento do Mundial para 48 seleções, o que acontecerá pela primeira vez em 2026, numa competição organizada por Estados Unidos (60 jogos), Canadá (10) e México (10).E aí a tendência para as surpresas poderá acentuar-se.

Foto: EPA
Portugal é vítima dos ‘tomba-gigantes’ | © EPA
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