Estado da Nação

Cortes e atrasos da DGArtes levam estruturas afetadas a adaptar-se

11 | 07 | 2018   10.05H

Meses depois de anunciados os resultados finais do programa de apoio sustentado da Direção-Geral das Artes (DGArtes), várias companhias que viram os seus financiamentos reduzidos ou excluídos dizem estar a adaptar as estruturas ou a reduzir as programações.

Para Jorge Silva Melo, diretor dos Artistas Unidos (AU), sediados em Lisboa, os atrasos nos subsídios e as indecisões da DGArtes fizeram de 2018 "a pior temporada teatral" que a companhia conhece.

"Perdemos técnicos a quem não conseguimos garantir salário - estamos a trabalhar só com um técnico -, perdemos atores apalavrados a quem não conseguimos garantir datas de trabalho e vencimento, anulámos espetáculos, tivemos de fechar o Teatro da Politécnica em março-abril, e não chegámos a estrear uma peça de Pau Miró que queria dirigir, perdemos locais de apresentação de espetáculos no segundo semestre, pois muitos não conseguiram aguardar pela nossa confirmação e anularam a proposta de coprodução ou apresentação", sublinhou Jorge Silva Melo em declarações à agência Lusa.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

1 comentário

  • VIVER COM O QUE TÊM NÃO COM SUBSÍDIOS É UMA VERGONHA NACIONAL TEREM QUE SER COM SUBSÍDIOS DE QUE TRABALHA NÃO PODEM FECHEM
    O povo | 11.07.2018 | 11.15Hdenunciar comentário
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