PUBLICIDADE
Alenquer

Casas degradadas vão sofrer agravamento nas taxas de IMI

10 | 09 | 2007   16.58H

«Há prédios que estão degradados e em muito más condições e os proprietários vão ter um agravamento se não os recuperarem», disse à Lusa o presidente da Câmara, Álvaro Pedro (PS), estando nessa situação centena e meia de habitações.

Se os proprietários vierem a recuperar os imóveis, verão reduzida em 30% a taxa a pagar de IMI, estabelece a proposta apresentada pelos vereadores da coligação "Pela Nossa Terra" (CPNT) e aprovada com os votos favoráveis do PS e da CPNT e um voto contra da CDU, com quem o PS tem acordo autárquico para estar em maioria.

«Foi um primeiro passo positivo para a mudança no apoio à recuperação do nosso património», sublinhou à Lusa o vereador da CPNT, Nuno Coelho, caracterizando como "demagógico e populista" o voto desfavorável da CDU.

Álvaro Pedro teve de negociar a medida com oposição de direita, de modo a viabilizar a proposta de aumento do IMI, fixada nos máximos previstos para 2008 (0,8 para imóveis antigos e 0,5% para novos), ao contrário do que defenderam a CPNT e a CDU, com a manutenção das taxas de 2007 (0,7 e 0,45%).

«A situação financeira da Câmara não é boa e por isso propus os máximos que a lei permitia», explicou o autarca socialista, justificando que a manutenção das taxas de IMI implicava a perda de 90 mil contos para os cofres do município.

A "gestão danosa" do Município é apontada pelos vereadores da CPNT para justificar a votação. Já a CDU considera que o aumento do IMI torna «difícil a situação económica para as famílias do concelho», por se traduzir num aumento real de 14,3% neste imposto.

Em declarações à Lusa, o vereador José Catarino considerou que as «taxas de juro têm vindo a aumentar e as pessoas estão a endividar-se cada vez mais», depois de há três anos os munícipes terem sido confrontados com uma subida de 119% na factura da água, com a privatização da sua concessão, entregue à Águas de Alenquer.

Foi também aprovada por unanimidade uma proposta, subscrita pela CPNT, para que 2,5% do IRS dos munícipes, que reverte para os municípios, seja aplicado na construção ou recuperação de equipamentos sociais, sendo os restantes 2,5 incluídos no orçamento camarário.

com Lusa

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE