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Crédito à habitação

Spreads mais altos sobem prestação em 118 euros

10 | 07 | 2009   08.21H

Levados pelas quedas recorde das taxas Euribor - ontem voltaram a registar valores mínimos - os portugueses começaram a contactar os seus bancos para tentarem rever os spreads (margem de lucro da banca que acresce à taxa de juro).

Até aqui tudo bem. Acontece que, em vários casos, não só as instituições rejeitaram essa pretensão, como aproveitaram para aumentar os spreads aos clientes, argumentando que estes tinham falhado o cumprimento de algumas cláusulas acordadas.

Ou seja, o cancelamento de cartões de crédito ou o fim da domiciliação de ordenados ou pagamentos, mesmo tendo ocorrido há vários anos, passou a ser usado como argumento para os créditos ficarem indexados a uma taxa mais elevada.

Para evitar estas situações, o Governo mudou as regras. A partir de agora, os bancos têm um ano para exigir o cumprimento das condições inerentes ao empréstimo. Se ao fim desse tempo não o fizerem, mais tarde não poderão evocar a falha do cliente para aumentar o spread.

Poupança anual de 1400 euros

Com as novas normas, os consumidores evitam serem apanhados desprevenidos com um aumento substancial da prestação mensal. Contas feitas pelo Destak, num empréstimo de 150 mil euros a 30 anos e segundo a média mensal da Euribor a 6 meses em Junho (1,436%), a diferença entre um spread de 0,5% e um de 2% - taxa já praticada nos novos créditos - chega aos 118 euros por mês, ou seja, mais de 1400 euros ao fim de um ano.

Penalizações só até 0,5%

Para que seja mais fácil mudar o empréstimo para a compra de casa de um banco para outro, o Governo estendeu todo o regime do crédito à habitação aos créditos paralelos cuja garantia bancária incida sobre o mesmo imóvel.

Logo, estes empréstimos também passam a ter um limite de 0,5% para as prestações variáveis e de 2% para as que são fixas.

João Moniz | jmoniz@destak.pt

2 comentários

  • No meu ponto de vista é o seguinter: A banca Ganha milhões ano, o cliente perde em todas as frentes. A Banca o que fundamenta neste artigo, não tem nexo, uma vez que eles nunca deixa os seus créditos por mãos alheias ou seja o cliente falha a primeira e eles já estão em cima dele com ameaças, o Governo já deveria ter tomado uma posiçãp sobre este asunto há muito tempo, para defesa do cliente, mas por razões também de interesse, nunca tocou no assunto a não ser agravar o cidadão com mais divídas de habitação, mas que grande ajuda em, se deve 50.00 fica com 52.500 e viva ao Governo, muito bem. Só um cego não vê a jogada, os nossos antigos diziam "As desgraças de uns são o bem dos outros".
    JMMA | 10.07.2009 | 18.51Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • e estamos nos a ser gamados nao chegava o governo agora a banca tanbem a classe media pequena que paguem a factura
    avelino | 10.07.2009 | 17.07H
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