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Demissão de Portas teve como propósito destruir credibilidade de ministra - Cavaco

22 | 10 | 2018   19.44H

A "demissão irrevogável" de Paulo Portas, em julho de 2013, do governo PSD/CDS-PP, foi incompreensível e "absolutamente inaceitável" e teve como propósito destruir a credibilidade da ministra das Finanças, revela o ex-Presidente da República Cavaco Silva.

"Manifestei a minha total estupefação perante o que acabara de ouvir. Paulo Portas não me dera qualquer palavra, uma atitude inaceitável", confessa Cavaco Silva no segundo volume das suas memórias, "Quinta-feira e outros dias", que será apresentado na quarta-feira, em Lisboa, pela presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza.

Classificando a tarde do dia 02 de julho de 2013 como "difícil de esquecer", Cavaco Silva relata a forma como foi informado pelo então primeiro-ministro, Passos Coelho, por telefone da demissão de Paulo Portas da pasta dos Negócios Estrangeiros, a pouco mais de uma hora da tomada de posse de Maria Luís Albuquerque como ministra das Finanças.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

2 comentários

  • Fazia parte do acordado entre o PSD e o CDS. Sem o Paulinho das Feiras o PSD não tinha moleta para poder caminhar. Quanto à demissão irrevogável, é da natureza das bichas.
    Dono dos Burros | 22.10.2018 | 22.35Hdenunciar comentário
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  • Ainda não percebi como é que o gajo se demitiu da pasta dos Negócios Estrangeiros... e ficou a ser vice-primeiro-ministro! E o mais estranho é que depois dele nunca mais houve qualquer vice-primeiro-ministro!!! E esta, hein? Ah Ah Ah o cargo deve estar vago, não? Quer isto dizer que... não faz falta nem qualquer diferença... a não orçamental, não? E, o burro, sou eu?
    anónimo | 22.10.2018 | 20.54Hdenunciar comentário
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