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Pais estudam queixa-crime contra quem mandou parar Ala Pediátrica do São João

02 | 11 | 2018   09.08H

A associação pediátrica do Hospital de São João, no Porto, está a estudar a apresentação uma queixa-crime contra quem mandou "parar a obra da ala pediátrica" daquela unidade, incluindo "políticos", por manterem crianças internadas em contentores "miseráveis" desde 2011.

"Está na altura de responsabilizar efetivamente quem faz os decretos e dá as ordens. Estamos habituados a que, quando um político faz uma asneira, as consequências nunca lhe sejam atribuídas. O Estado assume sempre. Este Governo parou a obra dizendo que devia ser o Estado a fazê-la. Nunca mais fizeram nada. As crianças continuaram naquelas instalações miseráveis", explicou Jorge Pires, porta-voz da APOHSJ - Associação Pediátrica Oncológica.

Em declarações à Lusa, o responsável revelou que "um grupo de juristas está a estudar a forma de fazer uma queixa de responsabilidade criminal" contra "quem deu ordens e teve um papel ativo para que a obra parasse" em 2016, depois de ter começado em 2015 com financiamento privado, impedindo "que as crianças sejam tratadas convenientemente"

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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