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Relatório denuncia abusos sobre mulheres por investigar na guerra civil moçambicana

12 | 02 | 2019   19.35H

As mulheres que viveram em pontos de conflito durante a guerra civil em Moçambique sofreram graves violações dos direitos humanos, entre abusos sexuais e assassinatos, crimes que não foram investigados, conclui um relatório dos Advogados Sem Fronteira do Canadá.

A pesquisa, que incidiu sobre quatro províncias moçambicanas, baseou-se em 245 entrevistas com mulheres com mais de 40 anos e que viveram em pontos de conflitos, tendo 100% denunciado casos de violação sexual, agressões e assassínios perpetrados por militares das partes em conflito, nomeadamente as forças governamentais (Frelimo) e o braço armado da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).

O relatório, com 83 páginas e que hoje foi lançado em Maputo, aponta o "estupro em grupo" como uma das formas mais comuns de violência contra mulheres durante a guerra dos 16 anos em Moçambique, destacando casos que ocorreram nas províncias de Zambézia e Nampula.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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